Chefes de equipe impressionam Cristiano da Matta
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Castilho Andrade 
Portland, 18 (AE) - O rookie mineiro Cristiano da Matta já está impressionando os chefes de equipe da Fórmula Indy. E os técnicos japoneses da Toyota admitem: o piloto brasileiro é o grande responsável pela ascenção dos motores.
No primeiro treino oficial para a corrida de Portland que será disputada domingo, à partir das 17h (com transmissão ao vivo pela SporTV - canal local - e Sky - canal 1), o americano Richie Hearn, com Reynard-Toyota (equipe Della Penna), foi o mais rápido. E Robby Gordon, com Swift-Toyota (Menards), garantiu o 3 º tempo. Mesmo levando em consideração que o segundo grupo de pilotos a entrar na pista (os mais lentos, de manhã) foi beneficiado porque pegou a pista seca, o resultado deixou os técnicos animados.
Carl Wells, um dos proprietários da equipe Arciero, comenta: "Para nós, o trabalho com Cristiano surpreendeu. Sabíamos que ele era bom piloto mas não podíamos imaginar que ele tivesse esta facilidade para ajustar um carro e auxiliar o trabalho nos motores".
Desde que a Toyota chegou à Indy, em 96, as equipes vem tentando melhorar o desempenho do motor, colocando-o, aos poucos
mais próximo dos Honda, Mercedes e Ford. Da Matta venceu a Indy Lights no ano passado e foi contratado pela Arciero dentro de um projeto de renovação. A equipe contratou também o experiente Scott Pruett e trouxe engenheiros novos.
"Acho que a equipe ainda precisa se adaptar a estas mudanças", diz o piloto, 17º do campeonato com 14 pontos. Carl Wells diz que a evolução continuará com os novos motores que devem ser utilizados dentro de três ou quatro corridas. "Ele render mais cavalos. Com isso, a primeira vitória está cada vez mais próxima", diz o dirigente americano.
Da Matta, 25 anos, em entrevistas nos EUA, diz que não se preocupa com o fato de que um rookie como ele - Juan Pablo Montoya - já tenha três vitórias e esteja na liderança do campeonato. E Wells lembra que Montoya fez quase 4 mil quilômetros de testes com um carro de F-1 da Williams, além de duas temporadas na F-3000. "O Montoya tem outro tipo de experiência", diz.
Da Matta diz que a adaptação da Indy Lights para a Indy não é automática. "Na Indy Lights você não tem os pit stops e as corridas são mais curtas. Aqui, o reabastecimento de combustível e a troca de pneus mudam completamente a estratégia de uma corrida. Entretanto a Indy Lights dá uma boa noção de corridas em circuitos ovais."
O único problema que o mineiro enfrenta na Indy, atualmente, é seu tamanho. Com 1m63, ele tinha dificuldades para alcançar os pedais. "Eu não pisava bem neles e não tinha a sensibilidade necessária. Agora a equipe mudou o desenho interno dos pedais, deixando-os mais próximos dos meus pés. Isso facilitou muito as coisas", comenta.
O departamento de competições da Toyota, aproveitando o desenvolvimento de seus motores, poderá chegar, também, brevemente à Fórmula 1. No momento a hipótese mais provável é uma associação com a Sauber, equipe dos pilotos Jean Alesi e Pedro Paulo Diniz que, atualmente, compete com motores Ferrari/98, sob o nome de Petronas.
No campeonato de motores da Indy, a Toyota está em 4º lugar com 21 pontos. A liderança é da Honda com 132, seguida pela Ford
113 e Mercedes, 81.


