Chefe de Gabinete assume FEL
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Londrina, Márcio Corrêa, vai assumir interinamente a presidência da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) em substituição a Ângelo Deliberador, demitido ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
Atleta de basquetebol por 25 anos, Corrêa vai acumular os dois cargos momentaneamente. Anunciado ontem, no fim da tarde, ele ainda está se inteirando dos problemas vividos pelo órgão.
Na avaliação dele, a situação não é tão ruim como vem sendo pintada. "No momento, o esporte de Londrina, me parece, vem se reerguendo, com as categorias de base trabalhando bem e tendo destaque até em nível sul-americano. Já o esporte de alto rendimento tem que ser trabalhado. Já teve bons momentos e está na hora de mexer de novo", avaliou, lembrando que seu desafio é, em sua visão, dar continuidade nos projetos atuais.
Corrêa também não sabe dizer se há ou se haverá projetos para buscar investimentos dos governos federal e estadual e da iniciativa privada para financiar o esporte local. Também descartou a terceirização do Estádio do Café e prometeu doação máxima enquanto estiver no cargo. "Sou interino, mas tenho que pegar a interinidade como se fosse para ficar", afirmou.
Alvo constante de críticas nos três meses e sete dias em que permaneceu à frente da Fundação de Espotes de Londrina (FEL), Deliberador foi convidado por Kireeff a se retirar do cargo após o episódio de domingo, quando proibiu a realização do jogo entre Portuguesa Londrinense e Campo Mourão, no Estádio do Café, pela Terceira Divisão, alegando que não haveria tempo hábil para deixar o local limpo após o duelo de sexta à noite, entre Palmeiras x Guaratinguetá, pela Série B do Brasileiro. "Foi o Kireeff que pediu minha saída. Não quero atrapalhar a administração dele", afirmou o ex-dirigente.
Deliberador assumiu o cargo após a saída do ex-jogador Élber Giovane de Souza, no início de julho. Nestes três meses, ele manteve um mandato burocrático, o que desagradou lideranças esportivas locais. Manteve embates com a SM Sports, gestora do Londrina, por causa do Estádio do Café, caiu em seu colo o problema da troca do gramado do estádio, que vem se arrastando por vários mandatos, e na semana passada viu surgir um movimento arquitetado pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, para que o Ministério Público interfira na gestão da cobrança de ingressos das cadeiras cativas do estádio, que hoje é estabelecida baseada em uma lei de quase 40 anos atrás e que gera dupla interpretação.
Deliberador deixa o cargo culpando alguns setores da imprensa. "Contrariado não, impossibilitado de desenvolver o projeto. Não foi possível implantar uma filosofia de trabalho", disse. "Foi uma série de desgastes da própria imprensa em relação as ações corretas que vínhamos tomando na FEL, em regularizar e deixar mais legal o trabalho, além de promover inclusão social pelo esporte e também o esporte educacional", completou.
Para ele, o episódio de domingo foi a gota dágua. Deliberador vê uma ação arquitetada da direção da Portuguesa uma vez que ele era defensor do retorno do Estádio da Vila Santa Terezinha, usado pela Lusinha como sede e para treinamentos, para a administração municipal. "Foi um imbecilidade da Portuguesa. Até quarta-feira o jogo estava marcado em outra cidade. Não tem documento nenhum autorizando o jogo. Eles estavam acostumados a engraxar a mão dos outros e ser liberado, na minha não acontece", acusou o ex-presidente da FEL.
Edson Moreti, presidente da Lusa, não gostou nada das acusações. "O que ele fala não tem fundamento. Na hora do desespero, do nervoso, é melhor fechar a boca para não falar besteira. Se ele sabe de alguma coisa, ele tem que trazer a público. Não pode acusar sem provas. Não foi a Portuguesa que o derrubou. Caiu sozinho", disparou Moreti.


