Chefão da Fórmula 1, Ecclestone abre o coração em Monte Carlo
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sexta-feira, 20 de maio de 2005
Agência Estado 
Mônaco - Como já faz parte da tradição, ontem não houve atividade de pista para a Fórmula 1 no GP de Mônaco, sexta etapa da temporada. A maioria dos pilotos sequer foi ao circuito. Hoje serão realizadas duas sessões livres e a primeira classificação, a partir das 8 horas (com transmissão da Rede Globo). Quem concentrou parte das atenções em Mônaco foi Bernie Ecclestone, responsável maior pela Fórmula 1. Ele manteve uma animada conversa com os jornalistas italianos:
''Vocês querem ultrapassagens, ultrapassagens. Uma ultrapassagem na Fórmula 1 é como um gol no futebol, tem valor, as pessoas se lembram. Na MotoGP, uma ultrapassagem equivale a uma cesta no basquete, tem menos significado.'' Disponível, solícito, sem pressa, o principal dirigente do Mundial, aos 74 anos, dá um show de lucidez e avisa: ''Tenho muitas camisas brancas e pretendo usá-las por muito tempo.''
Ecclestone está quase sempre de camisa branca. Confirmou que já a partir da próxima etapa do campeonato, dia 29 em Nurburgring, Alemanha, no GP da Europa, o sistema de classificação será outro. ''Não é o que eu gostaria, mas será melhor que o atual. Cada piloto terá um volta lançada, sábado à tarde. A ordem de entrada na pista obedecerá a ordem inversa da corrida anterior'', disse. ''Será obrigatório classificar-se com gasolina para depois iniciar a prova.''
Adiantou que já está trabalhando para em 2006 impôr seu modelo: ''Duas sessões de 25 minutos, com 10 de intervalo, sábado à tarde, com todos na pista em vez de um de cada vez.'' Ecclestone quer a volta do sistema em que se Michael Schumacher, por exemplo, faz a melhor volta, outro pode entrar na pista, na hora que desejar, para tentar superá-lo.
E se conseguir, Schumacher tem a possibilidade de em outra tentativa batê-lo novamente. ''Gosto dessa alternância do dono da pole position.'' A Ferrari não é mais a equipe que ganha tudo na Fórmula 1. ''Quando a Ferrari vence quase todas as etapas é um problema, assim como é a situação que vivemos hoje, em que a Ferrari não termina mais em primeiro'', analisou Ecclestone. ''É importante para a Fórmula 1 que a Ferrari volte a vencer corridas, não necessariamente o campeonato. A Fórmula 1 é muito a Ferrari.''


