Poucos presidentes tiveram passagem tão polêmica à frente do Londrina quanto Marcelo Caldarelli. Começando pelo seu indefectível charuto, passando pela contratação dos atores Nuno Leal Maia e Romeu Evaristo para dirigir o time no Campeonato Paranaense de 1996, por oferecer um boi vivo como premiação por vitórias na competição e pelas cores berrantes e o Tubarão estilizado pintados no ônibus do clube que rendeu o apelido de ‘‘Priscila’’ (alusão ao filme australiano em que drag queens viajaram pelo país num ônibus espalhafatoso).
O Londrina virou motivo de chacota nacional. Enquanto Nuno Maia aparecia na mídia como responsável pelo comando do time, na verdade quem dava as coordenadas aos atletas era o auxiliar-técnico Severo. A propalada economia feita por Caldarelli com a demissão em massa de funcionários do Londrina, custou ao clube um batalhão de ações trabalhistas. Perto de 70% das mais de 80 ações impetradas contra o clube são de sua gestão.
Caldarelli não media esforços para aparecer. Nem mesmo uma recente cirurgia de hérnia o impediu de comparecer aos treinos do clube. Apesar das recomendações médicas para repousar, foi conferir o coletivo deitado em uma maca nas arquibancadas do Estádio do Café. A escassez de recursos e a falta de apoio, fizeram Caldarelli ceder o bastão do clube em 1997 para a Sociedade Amigos do Londrina (SAL), entidade que reunia empresários da cidade.
Fora de campo, Caldarelli luta contra uma acusação de ter se envolvido com menores de idade em um motel da cidade. Ele nega a acusação e prefere não comentar o assunto enquanto a justiça não se pronunciar.

mockup