Chapéu mexicano é arma de torcedor na arquibancada
Chapéu mexicano
é arma de torcedor
na arquibancada
Quem fez sucesso na arquibancada do Estádio do Café, ontem, foi o vendedor Márcio Garcia, 21 anos, que também estava sentado nas arquibancadas do lado oposto ao das cabinas de tevê. O sombrero trazido por um amigo que viajou ao México podia ser visto de longe e se destacava entre os torcedores. Vi que estava essa lua lá fora e na hora pensei em usá-lo, afirmou. Questionado se o chapelão resolve para proteger do calor, ele respondeu: Resolve um pouquinho. Mas para resolver mesmo, além do sombreiro, só com cerveja gelada. Até o final do jogo do Brasil vai dar para tomar umas doze.
Para quem estava trabalhando, a tarefa de amenizar o calor era mais difícil. Que o diga o soldado João Freire, do Corpo de Bombeiros, que estava no estádio com o uniforme de brim espesso e mangas compridas. Ele explicou que, apesar de não ficar muito a vontade, dá para suportar a roupa grossa. Existe uma adaptação com a roupa, explicou. Entre ficar sob sol forte, como o de ontem, e enfrentar um incêndio, ele não teve dúvidas. Aqui ainda é suportával.
Formado em Educação Física, o casal Maurício e Sônia Naboszni, que vieram de Ponta Grossa assistir ao jogo da seleção, não dispensaram as toalhas e o protetor solar para evitar ensolação. E não foi só: Também vamos tomar muito líquido. Profissionais da área esportiva, eles não deixaram de reclamar do horário em que foi marcada a partida Chile x Venezuela. Para quem está jogando, o desgaste é tremendo.





