O torcedor do Londrina Esporte Clube acordou ontem achando que, enfim, saberia quem seria o candidato (ou candidatos) à presidência do clube para o biênio 2004/2005, mas foi dormir como nos outros dias: sem conhecer o tão esperado nome. Ontem foi o último dia para a inscrição de chapas para a eleição do Conselho Deliberativo do clube que acontece dia 14. Apenas a organizada pela Sociedade Amigos da Sede Campestre (SASC) se inscreveu para concorrer. Não há, porém, um nome que se pode chamar de cabeça de chapa, com pretensões de ser o presidente do time.
A única certeza é que o atual presidente, o advogado Osvaldo Sestário Filho, não será mesmo candidato à reeleição. Em nota distribuída à imprensa, com tom de prestação de contas e despedida, o dirigente manteve a afirmação de não voltar ao cargo que ocupou por dois anos. ''Eu não sou candidato'', enfatizou.
Durante a entrevista, na Sede Campestre do LEC, Sestário esbanjou alegria e descontração, mas esse clima se contrastava com o do ambiente no local. O presidente estava sozinho, sem a companhia de nenhum dos 158 membros que formam a chapa da SASC.
Entre os 158 nomes, estão o do próprio Sestário, do presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), Peter Silva, e de ex-presidentes como de Agostinho Garrote, Mauro Viotto e Dorival Pagani, além dos atuais gestores do clube, Iran Campos e Júlio Lemos.
Nos bastidores do clube, cogita-se que Peter Silva e Mauro Viotto, sejam os prováveis nomes para encabeçar a chapa. No caso do primeiro, após eleito, ele se licenciaria do cargo para continuar à frente da FBA. Isso acontecendo, o vice-presidente comandaria o clube. Apesar das expectativas, Sestário prefere não citar nomes. ''Espero que a gente possa tirar dessa relação o nome do candidato'', esquivou-se.
A parceria com a empresa Kirin Soccer, do empresário chinês Joseph Lee, também pode definir o candidato. O possível parceiro foi convidado por Sestário para assitir ao jogo entre Tubarão e Atlético Paranaense pela semifinal da Copa Sesquicentenário, no próximo dia 1º, em Londrina.
Dívidas - Ainda esta semana a diretoria do LEC deve protocolar na Justiça do Trabalho a proposta de acordo para sanar as dívidas trabalhistas do clube. Se aceita, o Tubarão teria 15% de todas as suas receitas, como renda de jogos e patrocínios descontados para pagamento da dívida. ''Está praticamente fechado o acordo. Ficará muito bom para quem administrar o clube no ano que vem, pois não teremos mais nada penhorado'', comemorou Sestário.

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