A chapa de oposição, encabeçada por Luiz Antônio Flauzino, corre o risco de ser impugnada e não participar das eleições do Londrina, previstas para o dia 7 de dezembro. Levantamento feito ontem pela secretaria do clube, constatou irregularidades na lista de sócios (conselho deliberativo) fornecida por Flauzino, o que pode deixar livre o caminho para a vitória da chapa da situação, ‘‘Alviceleste 2000’’. Esta chapa é uma composição da Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) e da Sociedade dos Amigos da Sede Campestre (Sasc) que administram, respectivamente, o futebol e o parque social do clube.
Os problemas na lista de Flauzino vão desde a duplicidade de nomes a cadastramento de dependentes em vez dos sócios-titulares. Luiz Antônio Flauzino colocou ainda seu visto no lugar das assinaturas de alguns sócios. Dos 110 nomes para o conselho deliberativo exigidos para a inscrição de cada chapa (110 titulares e 10 suplentes), 28 foram rejeitados. Estes problemas serão analisados hoje pelos presidentes do Londrina, Péricles Danielides, e do Conselho Deliberativo do clube, Antônio José Mattos do Amaral. Eles vão decidir se a chapa sofrerá ou não impugnação.
O ex-supervisor dos juniores do Londrina, João Severo, disse que seu nome foi inscrito na chapa de oposição sem autorização. ‘‘Não assinei em nenhuma das duas chapas. Meu nome está lá porque ele (Luiz Flauzino) colocou’’. Apesar de ter concordado em participar da chapa de Flauzino, o ex-supervisor dos profissionais, Aldivino Generoso, não assinou a lista. ‘‘Disse a ele que poderia tanto fazer parte da chapa dele, quanto da outra se fosse convidado. Mas ele não trouxe a lista para eu assinar.’ A Folha tentou falar com Luiz Antônio Flauzino por telefone, deixou vários recados, mas ele não retornou as ligações.
O presidente da SAL, Marcos Alexandre Domingues, se reúne hoje com o diretor jurídico da entidade, Mauro Viotto, para discutir o chamado ‘‘grande acordo’’ com os credores do clube. Anteontem, os advogados dos credores entregaram o documento final que pode selar o entendimento entre as partes. Segundo Marcos Alexandre, o acordo deve ser assinado após as eleições. ‘‘Só será fechado se a SAL e a Sasc vencerem a eleição’’, condicionou.
Marcos Alexandre não gostou do resultado do arbitral do Estadual-98. O dirigente defendia um hexagonal na segunda fase em vez de quadrangular aprovado pelos clubes da Capital com apoio de Iraty e Rio Branco. ‘‘Não sei quanto custou o voto do Iraty’’, disse, insinuando um possível acerto do Iraty com os times de Curitiba. O Iraty apoiou a idéia do hexagonal na pré-votação. O dirigente acredita que o hexagonal daria mais chances aos times do interior e iria incentivá-los a montar equipes mais fortes.

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