O ala Oscar Schmidt, 40, considerado o melhor jogador brasileiro de basquete das últimas duas décadas, ganhou ontem seu primeiro título paulista desde o de 1979. A conquista veio na vitória do Mackenzie-Microcamp sobre o Valtra/Mogi, 82 a 81, com uma cesta de três pontos, no último segundo, do ala Paulinho Villas-Boas. Foi também o primeiro campeonato ganho pela cidade de Barueri (27 km a oeste de São Paulo), que no ano passado, com outro patrocinador, foi às semifinais em sua estréia no estadual.
‘‘É uma emoção muito forte. Se queria continuar jogando, hoje eu quero muito mais’’, afirmou Oscar, que, juntamente com Paulinho, foi carregado pelos torcedores que invadiram a quadra após a partida para comemorar e pedir autógrafos aos jogadores. A última final de Paulista de Oscar foi em janeiro de 1980 (válida pelo Paulista de 1979), quando ele foi o cestinha do Sírio, com 40 pontos, no último jogo contra a Francana, ajudando a equipe paulistana a ficar com o título.
Ontem, Oscar foi novamente quem mais pontuou, com 31 (teve média de 33,3 no campeonato). Depois de 79, Oscar não alcançou mais finais até ir para a Itália, em 1982. Passou pela Espanha e voltou em 1995, mas só chegou à decisão estadual neste ano. ‘‘Fiquei muito tempo longe, por isso fiquei sem ganhar (Paulistas) tantos anos’’, comentou ele. Este é o quarto título paulista de Oscar. Os outros foram em 1974, no começo da carreira, no Palmeiras, e em 1978 e 1979, no Sírio.
Oscar quer que o lance decisivo da final do Paulista - a cesta de Paulinho, no último segundo - passe repetidamente nas televisões. ‘‘Isso precisa passar na TV, no Jornal Nacional. A molecada precisa ver isso aí, porque é a emoção do basquete’’, disse ele no festivo vestiário do Mackenzie.
O ala lamentou que apenas uma TV fechada tenha transmitido a partida, mas afirmou esperar que as TVs abertas levem ao ar os momentos decisivos. ‘‘A gente está acostumado a ver a NBA, que repete, repete e repete os lances, e todo mundo fica vendo. Esta é uma final histórica, que mostrou a essência do basquete.’’
O técnico da Valtra, Nilo Guimarães, disse que o jogo foi decidido em uma bola de ‘‘sorte’’. ‘‘Foi totalmente sorte, pois o Paulinho não vinha nem jogando. Ele entrou e meteu a bola. É um cara de estrela.’’

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