São Paulo, 19 (AE) - O zagueiro César, da Portuguesa, bem que tenta esconder, mas o atacante santista Alessandro é sua principal preocupação no primeiro clássico paulista em 1998. O capitão da lusa tenta desconversar sobre o jogador mais perigoso do time adversário. "Temos de nos preocupar não só com o ataque do Santos, com Viola e Alessandro, mas também com o meio, que tem Lúcio e Aristizabal, dois jogadores muito habilidosos", diz o capitão da lusa. No entanto, ao falar das jogadas de maior perigo de equipe de Leão, o nome de Alessandro é sempre lembrado.
"Não podemos ir de primeira jogando contra ele", avalia César, que afirmou já ter visto vários jogos do Santos e analisado o adversário. Para o zagueiro, convocado por Wanderley Luxemburgo para integrar seleção brasileira que irá participar de amistosos na ásia, o jogador que mostrar ansiedade na marcação do atacante santista pode ser surpreendido por seus lances de habilidade. "Alessandro tem se destacado principalmente em jogadas de contra-ataque", lembra.
Anular o atacante adversário e seus companheiros de equipe, segundo o zagueiro do time de Zagallo, não exigirá nenhuma tática especial, pelo contrário: o segredo, segundo César, é a simplicidade. "O negócio é jogar simples, arroz-com-feijão, e deixar alguém sempre na sobra." O zagueiro não acredita que uma marcação individual seja eficiente no caso do Santos e a opção deve ser pela marcação por zona. "São muitos os jogadores talentosos do time e se formos nos preocupar só em nos defender vamos ter dificuldade para atacar quando conseguirmos a posse de bola." Zagueiros-artilheiros - César acredita que não deverá subir ao ataque como tem feito nos últimos jogos. Tanto ele, como seu companheiro de defesa, Émerson, que juntos já fizeram quatro gols na primeira fase do Campeonato Paulista, deverão ficar longe da pequena área adversária.
"Acho que só poderemos tentar alguma coisa em jogadas de bola parada", diz. "Mas se durante a partida tivermos condições de ir para frente sem criar problemas para a defesa da equipe, talvez a gente arrisque alguma coisa."

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