São Paulo - Contratado em novembro do ano passado, César Sampaio tem pela frente seu primeiro grande desafio como gerente de futebol do Palmeiras. O capitão da conquista da Libertadores de 1999 terá que mostrar que não está no cargo apenas pelo seu passado como jogador. Bastou uma pequena sequência de resultados ruins para as vaidades, egos e críticas voltarem à tona no ambiente palmeirense.
No ano passado, César Sampaio chegou ao clube, já na reta final do Campeonato Brasileiro, com a missão amenizar o clima ruim entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o vice-presidente Roberto Frizzo, além de tentar unir mais o elenco. Conseguiu. O grupo ''se fechou'' e conseguiu ter um final de temporada digno. E tudo ia bem neste ano até a derrota para o Corinthians pelo Paulistão.
Após a derrota para o Mirassol, a segunda no campeonato, César Sampaio resolveu reaparecer e blindar o elenco. Sempre que dá entrevista, ele tira a responsabilidade do grupo, mas precisa ter a habilidade para não transferir a culpa à comissão técnica e à diretoria. E é nesse quesito que estão vindo as primeiras reclamações contra o trabalho do gerente de futebol.
Conselheiros ligados ao presidente Arnaldo Tirone já iniciaram o processo de fritura do ex-volante. Reclamam que César Sampaio entrou no clube com o intuito de agilizar as contratações e evitar polêmicas, mas não tem conseguido. Alegam que a transferência do atacante argentino Barcos, por exemplo, se tornou uma novela por culpa da morosidade do dirigente.
Em relação às polêmicas, alguns conselheiros palmeirenses acham que César Sampaio deveria se expor mais e não deixar Frizzo falar tanto, principalmente pelo fato do vice-presidente se especializar em soltar algumas pérolas, como quando disse que o clube estava acostumando a lidar com crise minutos antes de César Sampaio falar que o Palmeiras não estava em crise.

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