Foram 16.800 quilômetros de um percurso cortado por rios, subidas, charcos, mata fechada, troncos de árvores caídas, plantas espinhosas, entre outros obstáculos. Mas tudo isso compõe a receita básica para o sucesso do Campeonato de Orientação Militar, modalidade praticada em vários países, dos quais o Brasil é a referência para a América Latina. O certame, realizado em Guarapuava e Pinhão, termina hoje, reunindo 70 atletas das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica –, do Brasil, Chile e Equador.
A modalidade é praticada individualmente. Como companhia o atleta leva consigo somente um mapa, uma bússola e a determinação de transpor todos os obstáculos para vencer a prova. O atleta tem que desvendar as convenções cartográficas do mapa, marcadas por cores e símbolos e só então optar pelo caminho a seguir em meio à natureza.
Duas horas treze minutos e quatro segundos foi o tempo suficiente para que o 2º sargento do Exército brasileiro, Augustinho Kumiechick, do Batalhão de Infantaria Motorizada de Sapucaí-RS, fosse o primeiro a cumprir o percurso. Ele sagrou-se o campeão sul-americano de Orientação, uma modalidade que pratica há sete anos.
Os finalistas do Sul-Americano, já classificados para o Mundial na Áustria foram: Augustinho Kumiechick,RS, campeão; Carlos Alberto Araújo, RO, segundo; César Fioravente, RS, terceiro; Sebastião Carlos Brandão, MG, quarto; e Rogério Pereira da Rosa, RS, quinto.

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