Centurión celebra volta por cima no São Paulo
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
Ciro Campos<br>Agência Estado 
São Paulo - Uma rápida demonstração de como se dança cumbia, ritmo típico latino, marcou a conquista pessoal do atacante Ricky Centurión no São Paulo. O primeiro dos dois gols do argentino mereceu a celebração especial na última quinta-feira, quando o time bateu o Toluca, do México, por 4 a 0, em partida pelas oitavas de final da Copa Libertadores que marcou a superação de problemas pessoais do jogador.
Centurión não marcava desde o ano passado e em partidas recentes havia sido vaiado pela torcida. "Sei que não estava jogando bem. Aceito as críticas e por isso fiquei emocionado na comemoração do primeiro gol. Foi uma maneira de extravasar", afirmou.
O argentino teve o nome gritado no Morumbi durante o jogo pela Libertadores. A contratação mais cara para a temporada passada, de R$ 14 milhões, Centurión ainda não rendeu o esperado no clube. O desafio de se adaptar ao Brasil e o câncer da namorada atrapalharam o rendimento dele em campo. A vinda do técnico Edgardo Bauza, em janeiro deste ano, era uma das apostas de que Centurión poderia produzir mais em campo.
Apesar dessa expectativa e da vaga de titular no início da temporada, a evolução demorou. A resposta do argentino veio em uma partida em que provavelmente ele não teria chance. "O futebol tem coisas que são difíceis de explicar. Se fosse tudo normal, Centurión ficaria fora até do banco", disse Bauza.
Centurión só foi titular porque Calleri estava suspenso e o substituto imediato, Alan Kardec, teve uma indisposição intestinal.
NADA DE EMPOLGAÇÃO
Edgardo Bauza tentou evitar a euforia depois de ver o São Paulo aplicar a goleada por 4 a 0 sobre o Toluca. O argentino comentou que se reuniu com os jogadores no vestiário e pediu para que não comemorassem o resultado porque na próxima semana as equipes se reencontram no México no jogo de volta.
Na partida no Estádio Nemesio Diez, o São Paulo poderá perder por até três gols de diferença que estará classificado para as quartas de final, situação que não fez Bauza se sentir confortável. "Na Libertadores é uma história diferente a cada jogo. Pedi aos jogadores que não festejassem, porque não ganhamos nada", disse o argentino, bicampeão do torneio ao conduzir a LDU e o San Lorenzo aos títulos em 2008 e 2014, respectivamente.
O argentino considerou a atuação como a melhor do time na temporada. "Levando em conta a importância do jogo e a qualidade do adversário, que é bastante forte, fomos muito bem. A equipe continua crescendo. Vejo Kelvin cada vez mais solto, a defesa central mais segura. Isso me dá a tranquilidade de que todos estão bem", comentou Bauza, que está no cargo desde janeiro.


