Rio, 13 (AE) - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, anunciou hoje a construção do Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos (CODT), em um terreno no Engenho Novo, zona norte do Rio. O objetivo do centro é atender cerca de 20 mil crianças e adolescentes carentes até 17 anos, que praticarão esportes e farão cursos profissionalizantes. Assim, segundo Nuzman, o COB segue o exemplo do Comitê Olímpico Internacional (COI), que tem vários projetos sociais. "Além disso, a inspiração para esse projeto foi a Vila Olímpica da Mangueira", disse.
A área onde será construído o centro pertence ao Estado, embora esteja sob responsabilidade da Supervia, empresa privada que opera os trens cariocas. Na cerimônia de hoje, a vice-governadora Benedita da Silva, que representou o governador Anthony Garotinho, assinou o termo de cessão por dez anos do terreno de 250 mil metros quadrados. "Esse projeto dará chances a crianças que nunca tiveram outras oportunidades", explicou.
Nuzman garantiu que os recursos para a construção do centro virão da iniciativa privada. Entre os parceiros do COB no projeto estão a Vara de Infância e Adolescente, a Supervia, a Coca-Cola e a Olympikus. "Já temos outras empresas que estão interessadas em investir", garantiu ele, que preferiu não revelar nomes. De acordo com o dirigente, a instalação de CODTs em outros locais só depende de parcerias com os governos estaduais. "O próximo deve ser no Nordeste", informou.
O diretor do projeto do CODT, Agberto Guimarães, disse que a obras de construção do centro deverão começar ainda nesse semestre. Medalha de ouro nos 800 e 1500 metros no Pan-Americano de Caracas, em 1983, Guimarães disse que a cessão do terreno é o "primeiro passo do projeto". "Agora, vou ao COB me informar sobre o assunto", completou.
Coordenador do projeto de Vilas Olímpicas do Ministério dos Esportes, o iatista Lars Grael levantou a possibilidade de uma parceria entre os dois projetos. "Apesar de o CODT estar mais voltado para a formação de atletas e o governo federal estar desenvolvendo um trabalho social", ressaltou. Nuzman discorda de Grael e defende a parceria. "O nosso lado social também é importante", garantiu ele, que vai discutir com Grael uma união dos projetos.

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