Centro de Treinamento será emprestado para seleções de basquete
São Paulo - O Centro de Treinamento (CT) do Vôlei, em Saquarema, no Rio, teve a construção finalizada em 2003 e custou quase US$ 1,8 milhão, R$ 5,4 milhões na época. Numa área de 108 mil metros quadrados se concentram as seleções de todas as categorias para se preparar, antes das competições. Poucas modalidades têm o privilégio de contar com um centro especializado no Brasil, caso da ginástica, que se concentra em Curitiba, e do beisebol, que tem um centro, mantido pela Yakult, no interior de São Paulo. E o Centro do Vôlei, que já é utilizado por outras modalidades, deverá ser emprestado ao basquete esta temporada para a preparação de seleções de categorias menores.
''Há dois anos as equipes de remo e judô já treinam em Saquarema. Pagam uma mixaria: só o restaurante, que é terceirizado, e as arrumadeiras'', assinala o presidente da CBV, Ary Graça, que também mantém relações estreitas com Coaracy Nunes, presidente da Confederação de Desportos Aquáticos, e Manoel Luís de Oliveira, que comanda a Confederação de Handebol.
O cartola do vôlei, que também é presidente da Federação Sul-Americana da modalidade, lançará em março um livro sobre a gestão no vôlei. ''Trabalhei em banco e nossa administração tem visão empresarial. O amadorismo não existe mais no esporte. Quando assumi a presidência da CBV, em 1997, já peguei um trabalho forte que o (Carlos Arthur) Nuzman, hoje presidente do COB, tinha começado'', declarou Graça.
''A gestão do vôlei deveria ser seguida por outros esportes. Nós, do handebol, não temos acanhamento em fazer perguntas'', diz Manoel Luiz. ''No Brasil, temos muitas quadras duras. Para conseguirmos liberação da Federação Internacional de Handebol para realizar algumas competições aqui, o vôlei já nos emprestou várias vezes o piso sintético (removível). Sabemos que o vôlei é, sem dúvida, o primeiro esporte no Brasil. O futebol não conta na realidade dos esportes olímpicos.''
Hoje, o handebol trabalha com R$ 5,6 milhões anuais. ''Precisamos de um pouquinho mais de investimento para crescer, mas temos boas parcerias com prefeituras e clubes'', diz Manoel. (E.A.H./A.E.)





