Ceni atingirá mais um recorde pelo São Paulo
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quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Rogério Ceni completará 700 jogos com a camisa do São Paulo. De glórias, títulos, polêmicas e, claro, gols! A marca que será alcançada na partida de sábado, contra o Figueirense, em Florianópolis, é só mais uma dentro de tudo o que o goleiro-artilheiro já fez pelo clube. E, mesmo depois de 16 anos, ele não se dá por satisfeito. Quer mais. O mais importante no momento é a conquista do Campeonato Brasileiro. Um dos poucos títulos que faltam no currículo do camisa um.
Apesar de tantos feitos e conquistas, Rogério não se empolga diante dos recordes. Sempre se mostrou contido na frente das câmeras e microfones. ''É uma marca importante, que me orgulha muito. Mas não estou preparando nada de especial. Se houver alguma coisa, um uniforme diferente, ou uma placa comemorativa, será da diretoria de marketing. O que eu quero e estou concentrado é em ganhar o título brasileiro'', diz.
Não é à toa que o goleiro é o recordista absoluto em vendas de camisa. Ainda mais depois da saída do zagueiro Lugano para a Europa. Atualmente, o que mais se aproxima é o volante Mineiro, autor do gol do terceiro título mundial, no ano passado. Um sucesso tão avassalador que conquista fãs até de outras torcidas.
Com contrato até 2008, o número 700 rapidamente virará pó. Se foi demorado para alcançar e derrubar o recorde que pertencia a Waldir Perez, como o jogador que mais vestira a camisa do São Paulo (617 jogos) até julho do ano passado, agora é Rogério Ceni quem tem tudo para se tornar insuperável. Ainda mais nos tempos atuais, em que jogadores trocam de clubes muito rápido, pensando exclusivamente em fazer logo um belo pé de meia. Basta ver que no atual elenco, o segundo atleta que mais jogou é Danilo: 187 vezes. ''O Rogério é um caso especial no futebol. Ele nos faz lembrar a época que o futebol era romântico'', diz Muricy Ramalho.
Depois de 16 anos de clube e 700 jogos só fica difícil apontar um jogo inesquecível de Rogério Ceni. Certamente, cada são-paulino tem o seu.


