São Paulo - Rogério Ceni renovou o seu contrato com o São Paulo até o dia 5 de agosto e, desta forma, adiou por mais uma vez a sua aposentadoria, antes prevista para acontecer ao final deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, que foi ao CT divulgar a novidade.
"Faz cinco minutos que conversamos e renovamos o vínculo para que ele possa disputar mais uma Libertadores", afirmou o presidente. Com isso, o goleiro finalmente revelou a sua posição nesta sexta e pôs fim à forte onda de especulações sobre o que faria após o término da temporada.
Rogério Ceni nasceu em 22 de janeiro de 1973 em Pato Branco, mas se mudou ainda menino para Sinop (MT), onde começou a jogar na equipe local enquanto dividia o dia como auxiliar de escritório no Banco do Brasil. Terceiro goleiro no elenco, viu a sorte sorrir quando o titular e o reserva se machucaram e assumiu a titularidade para levar a equipe ao título estadual em 1990, mesmo ano em que chegou ao São Paulo.
Estreou em 25 de junho de 1993 em amistoso contra o Tenerife, mas só herdaria o posto de titular quatro anos depois, quando Zetti se transferiu para o Santos. Em 25 de fevereiro de 1997, marcou seu primeiro gol de falta, na vitória sobre o União São João por 2 a 0, em Araras, no Campeonato Paulista. Os gols seriam uma marca registrada que perduraria por toda a carreira; até hoje marcou 123 vezes.
Demolidor de recordes - maior goleiro-artilheiro da história, jogador que mais vezes vestiu a camisa do mesmo clube (1.183 jogos), entre outras dezenas de marcas -, Rogério Ceni teve seu pior momento no clube em 2001, quando apareceu com uma suposta proposta do Arsenal. Afastado pelo ex-presidente Paulo Amaral, quase deixou o clube, mas acabou permanecendo para escrever o seu nome como maior jogador da história do clube.
O ápice viria em 2005, quando comandou o time na conquista dos tricampeonatos da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa, com direito a uma atuação antológica na final contra o Liverpool quando fez uma série de grandes defesas e garantiu a vitória por 1 a 0.

AGRADECIMENTO
Foi com um pronunciamento rápido nas redes sociais do São Paulo que Rogério Ceni comentou a renovação do seu contrato até 5 de agosto de 2015. A data não vem por acaso: é um dia após a final da Copa Libertadores, que o São Paulo volta a disputar e já se transformou no grande objetivo para o ano que vem.
A chance de disputar a competição continental mais uma vez foi uma das maiores influências para que Rogério Ceni mais uma vez mudasse de ideia e continuasse jogando por mais alguns meses. "Queria agradecer de coração a força que vocês me deram, o grito da arquibancada, o apoio de todos os dias, as mensagens, enfim. Estamos juntos em 2015. Mais uma Copa Libertadores", disse o capitão.
Desta forma, a partida contra o Figueirense neste domingo ganha um caráter quase festivo: o time precisa da vitória para se assegurar na fase de grupos e também marca a despedida de Kaká com a camisa do São Paulo atuando no Morumbi. De quebra, agora o são-paulino pode ir ao estádio comemorar a permanência do "Mito", como é chamado pela torcida.

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