O Londrina perdeu os últimos dois confrontos que fez contra o J.Malucelli. Foi derrotado em pleno Estádio do Café na Série D do Campeonato Brasileiro e perdeu novamente na semana passada, pelo Paranaense. Mesmo assim, os jogadores alviceleste garantem que não há clima de revanche para o novo duelo contra o Jotinha, o primeiro das quartas de final do Campeonato Paranaense e que pode valer uma vaga na Série D do Brasileiro.
"Nós ganhamos três vezes deles no ano passado. Não tem nada de engasgado, nada de rivalidade. É mais um jogo e são 11 contra 11", descartou o meia atacante Celsinho.
No ano passado, as equipes se enfrentaram quatro vezes e o Londrina se deu bem em três delas. Fez 2 a 0 em Curitiba no primeiro turno do Paranaense e 3 a 0 no Café na volta. Pela Série D, ganhou na capital por 2 a 1, mas daí perdeu no retorno por 3 a 2. Na semana passada, foi derrotado em Curitiba por 1 a 0.
Na única vez em que os dois times se enfrentaram em um jogo eliminatório, o Jotinha levou a melhor. Foi na final da Copa Paraná de 2007. Depois de empatar no VGD em 2 a 2, o J. Malucelli venceu em Curitiba por 2 a 1. O jogo valia uma vaga na Copa do Brasil e outra na Série C. Bruno Batata, o mesmo que marcou o gol da vitória do time curitibano na semana passada, fez um dos gols daquele título.
Para os jogadores o momento é outro. A vitória sobre o Coritiba é usada como argumento pelos atletas para justificar um novo espírito a partir do duelo de amanhã. "Mata mata é uma competição totalmente diferente agora. Tivemos essa experiência no brasileiro e tem que ter inteligência, saber jogar e saber usar essa vantagem de decidir em casa. Nós crescemos, estamos em um outro nível e agora a responsabilidade aumenta", afirmou Celsinho.
"É um campeonato diferente agora e você tem que saber jogar. Tem um jogo fora que se conseguir empatar, trazer uma boa vantagem para dentro de casa, você consegue atrair mais torcedores e ir mais forte para tentar passar. Os jogadores ficam diferentes, mais aguerridos e uma partida só pode definir muita cosia", completou Rone Dias.
Os dois não estão entrosados apenas no discurso. Atuando juntos no domingo, conseguiram produzir um bom futebol e ajudaram a criar algumas chances de gol para o time e devem ser mantidos. Ambos, porém, desconversam. "Não sei ainda o que ele vai fazer", despistou Rone, falando do técnico Cláudio Tencati. "Deu certo não só o Celsinho e o Rone, mas a equipe em si. É uma coisa boa para a cabeça do Tencati quando tem diversos esquemas táticos para usar", continuou Celsinho.
Os dois devem jogar juntos, sim. Tencati tem apenas uma baixa para definir a equipe. É o meio campista Júnior Paraíba, que está machucado. Diogo Roque e Anderson estão à disposição após cumprirem suspensão, mas só o primeiro deve voltar ao time titular. A boa atuação de Bidia no domingo deve render a ele uma vaga entre os titulares e a consequente barração de Anderson. Nas demais posições, o treinador não deve fazer alterações.

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