Da Redação
A Universidade do Esporte encerrou neste mês de dezembro a primeira fase das atividades do Projeto Celeiro de Atletas, patrocinado pelo Banco Real. Em funcionamento há nove meses, o projeto, inédito no País, atendeu 300 atletas na faixa etária de 12 a 17 anos, que alcançaram ótimos resultados na melhoria do rendimento físico e técnico.
O Celeiro foi criado para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de alunos-atletas que se destacam nas modalidades esportivas de vôlei, basquete, handebol e futsal. Os alunos são identificados em escolas públicas, particulares e em clubes de Curitiba. Toda a preparação física e aprimoramento são assumidos pela Universidade do Esporte, que oferece equipamentos e orientação especializada, além de controle na área da medicina esportiva, onde são feitas avaliações físicas individualizadas.
No próximo ano, novas escolas e clubes esportivos deverão participar do projeto, ampliando o atendimento a outros atletas. Em janeiro, a coordenação do Celeiro de Atletas vai iniciar a divulgação do projeto a diretores, coordenadores e treinadores de escolas estaduais, particulares e clubes. No mês seguinte começarão os treinamentos e avaliações médicas.
Para o coordenador do projeto, José Inácio Salles Neto, o Celeiro ajuda o jovem atleta a alcançar o rendimento ideal já nas categorias mirim, infantil e juvenil. ‘‘É justamente no ponto intermediário, entre o iniciante e o atleta com alto rendimento, que o projeto atua, ou seja, atendendo os reais candidatos à excelência no esporte’’. Fazem parte do Celeiro, jovens atletas comprometidos com instituições esportivas que participam de competições municipais, estaduais e nacionais.
O atendimento individualizado de cada atleta é arquivado num dossiê, cujo conteúdo abrange os programas de condicionamento físico aplicado, gráficos sobre o crescimento e desenvolvimento biológico, aspectos clínicos, possíveis lesões e o tratamento aplicado. Estas informações possibilitam àqueles que farão do esporte sua carreira, passando pelo funil da formação esportiva, um histórico completo, desde os primeiros treinos.
Para o professor de handebol do Colégio Expoente, Marco Antônio dos Santos, o Celeiro já está dando resultados na melhora física dos atletas. ‘‘Eles têm acesso a equipamentos de última geração para o condicionamento físico, além de orientação médica, que possibilita o diagnóstico de possíveis lesões e reabilitação clínica’’, diz.
Gilberto Marques da Silva, aluno e jogador de handebol do Colégio Bom Jesus, confirma o progresso. ‘‘A prática contínua de exercícios na Universidade do Esporte melhorou meu preparo físico e, consequentemente, o rendimento nos treinos’’, avalia.
O aluno da Faculdade SPEI e atleta de basquete, Alphonse Massaad Dib Filho, credita a melhoria à infra-estrutura oferecida pela Universidade do Esporte. ‘‘Eu já havia treinado em alguns clubes, mas nunca tinha visto uma estrutura igual a essa, nem recebido a atenção que é oferecida pelos profissionais que trabalham com a gente’’, diz.

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