São Paulo, 05 (AE) - O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, não admite crise no esporte. Apesar disso, o dirigente, que está em férias na França
onde assiste aos jogos do Torneio de Roland Garros, fez diversas propostas para diminuir os custos da Superliga, a principal competição nacional. A principal delas é a negociação de pacotes de passagens aéreas e hospedagem, na tentativa de reduzir as despesas dos clubes. A CBV está em contato com três empresas aéreas e tentará o mesmo com redes hoteleiras.
A Superliga vai buscar, por outro lado, patrocínio para o serviço de estatística da competição, também na tentativa de reduzir custos. Na última temporada, as estatísticas custaram quase R$ 300 mil. A entidade, otimista, fixou o dia 30 deste mês como data-limite para a inscrição de clubes para a disputa do torneio. O prazo, certamente, deverá ser prorrogado.
Mesmo com a falta de patrocinadores para as equipes, a entidade resolveu manter o ranqueamento dos atletas, distribuindo pontos para os 80 principais jogadores da categoria masculina e para as 63 melhores da feminina. A principal exigência dos clubes para a próxima temporada é a transmissão de jogos por TV aberta e não só por canal a cabo.
"A SOS Computadores só continuará com o patrocínio à equipe de São Caetano com o acerto da transmissão das partida por TV aberta", diz o técnico Tonico Gonçalves. "É um quesito indispensável para o retorno do investimento."
Fora O consultor de Marketing da LKS, Paulo Guerra, que trabalhava com a Universidade Guarulhos e o Report/Nipomed, desistiu do vôlei. Ele entrou em choque com a direção da Confederação Brasileira, que exigiu a saída do profissional da Comissão de TV e Marketing da Superliga. Guerra acha que a CBV deve deixar de administrar a competição, que passaria a ser controlada por um executivo contratado pelos clubes.

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