CBV quer campeões olímpicos de volta ao Brasil em 2006
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Erica Akie<br>Agência Estado 
São Paulo - Durante o lançamento da Superliga de Vôlei 2005/2006, ontem, em São Paulo, Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), disse que quer trazer os campeões olímpicos de volta ao Brasil no próximo ano, repetindo o que foi feito em 1994, na primeira Superliga. Nenhum dos 12 campeões em Atenas/2004 atua no Brasil.
Em 1994, com apoio do Banco do Brasil, a CBV trouxe todos os campeões olímpicos de Barcelona/92 de volta ao País, para a primeira edição da Superliga. ''Até 1998 e 99, tínhamos até jogadores estrangeiros, quando o dólar não chegava a R$ 2. Depois, em 2002, o euro chegou a quase R$ 4. Agora estamos em um bom momento e posso garantir que muitos jogadores já ganham aqui o equivalente ao que se ganha na Europa'', afirmou Graça. ''Se o dólar continuar com esse valor ou cair, vou trazer todos de volta exceto aqueles que têm contrato de mais de um ano''.
O presidente disse que vários atletas já manifestaram vontade de voltar a atuar no Brasil. ''O Giba e a Pirv (esposa do jogador), que estão na Itália, querem muito voltar. Eles compraram uma casa em Santa Catarina''.
Jorge Assef, um dos maiores agentes de atletas do vôlei, concordou com o presidente da CBV. ''Existe essa possibilidade, certamente. Você acha que os jogadores preferem jogar aqui ou com temperatura de -10 graus?''
Com 21 equipes 12 masculinas e nove femininas Banespa e Finasa/Osasco não devem ter facilidade para manter os títulos da Superliga. Entre as mulheres, a Rexona/Ades chega como favorita; na competição masculina, os técnicos apontam cinco ou seis equipes que podem brigar pelo título.


