São Paulo, 18 (AE) - Oito clubes, um técnico e um supervisor em atividade na Superliga Masculina e Feminina de Vôlei foram surpreendidos hoje com punições e advertências por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O técnico do Telemig Celular/Unincor, Marcos Lerbach foi suspenso por cinco jogos por ter jogado uma bola em Rodrigo Pinto, de sua própria equipe, durante a partida contra o Lupo Náutico.
O técnico da equipe de Três Corações, segundo a CBV, já havia sido advertido e punido com cartão amarelo (o Lupo recebeu um ponto pela infração) por protestos contra a arbitragem na mesma partida. Além da suspensão de Lerbach, o Unincor recebeu advertência por não providenciar assessor de imprensa e por designar dois assistentes técnicos.
"Não esperava uma punição tão severa", disse o treinador mineiro sobre sua suspensão. Com dificuldade para conter seu descontentamento, o técnico do Unincor considera a decisão da CBV injusta, mas irá acatar o que foi determinado. "Não posso dizer mais nada a respeito porque a Superliga é regida por um regulamento autoritário, que impede comentários."
Para Lerbach, os clubes que participam da competição deveriam repensar, em sua próxima reunião, sobre aceitar as imposições da CBV no que diz respeito ao gerenciamento da conduta dos árbitros.
Outro profissional punido foi o assistente técnico e supervisor do Petrobrás/Macaé, Marcelo Wangler. Ele foi suspenso por dois jogos por suas críticas sobre a decisão do árbitro de impedir a jogadora Thais de atuar na partida contra o Blue Life/Pinheiros, por falta de documentação. Para a CBV, o clube deveria ter providenciado a carteira da entidade, que estaria na Federação Carioca desde 23 de dezembro.
Wangler e os dirigentes do Macaé informaram que vão aguardar o documento oficial da CBV sobre a punição para se manifestar. Marcelo, que já trabalhou na confederação, alega que a responsabilidade da entrega das carteirinhas das jogadores sempre coube às federações estaduais e o clube foi sequer informado de que poderia retirar os documentos.
A Recreativa foi multada por não apresentar equipamento de som e entregar com atraso as carteirinhas na partida contra o São Caetano. O clube também foi advertido, pelo mesmo jogo, por ausência de supervisor, chefe de segurança, encarregado de ginásio e assessor de imprensa, além de não providenciar local reservado para jornalistas e não recolher 20% da renda do jogo que não atinge lotação equivalente à um terço do ginásio.
O Pinheiros também foi advertido por não ter recolhido a de 20% renda no jogo contra o Petrobrás/Macaé e o Coop/Santo André por entregar com atraso as carteiras da CBV na partida contra o Telemig Celular Minas. O Grêmio Londrina foi punido pelas duas infrações no jogo contra o BCN/Osasco. O MRV/Minas foi advertido por permitir, na partida contra o Rexona, a manifestação do técnico William, que estava suspenso. O Telemig Celular/Minas foi advertido por falta de identificação do capitão no uniforme no jogo contra o Santo André.
"As medidas disciplinares automáticas (sem direito a recurso) estão sendo aplicadas cumprindo nada menos, nada mais, do que o regulamento da Superliga 99/00", diz Antônio Feitosa, coordenador do volei de quadra. Segundo ele, as punições têm como objetivo, diminuir as irregularidades.
Jogos de terça-feira da Superliga Masculina: São Paulo 3 x 1 Santo André (25/21, 25/23, 19/25 e 25/20), Banespa 3 x 0 Lupo (25/18, 25/21 e 25/21), Unisul 3 x 2 Minas (25/20, 21/25, 25/21, 22/25 e 15/13), Palmeiras 3 x 0 Maringá (25/22, 26/24 e 25/15), Report 3 x 2 Barão (20/25, 26/24, 25/20, 19/25 e 15/9), São José 3 x 2 Unincor (21/25, 25/20, 24/26, 25/22 e 15/8). Jogo de amanhã da Superliga Feminina: Macaé x MRV/Minas, às 19 horas, em Macaé.

mockup