São Paulo - O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça Filho, prometeu ontem, na volta da seleção masculina campeã mundial ao País, pelo menos mais 20 anos de domínio brasileiro no vôlei mundial.
No último domingo, com a vitória de 3 sets a 2 sobre a Rússia, o Brasil consolidou uma supremacia nas competições masculinas da atualidade, reunindo os títulos mundiais das três categorias da FIVB (Federação Internacional de Vôlei): infanto-juvenil (até 18 anos), juvenil (até 21) e adulto.
A conquista da seleção principal na Argentina foi a primeira brasileira na história dos Mundiais e era a única que faltava ao país que já conquistou a medalha de ouro olímpica (em Barcelona-92) e foi bicampeão da Liga Mundial (em 1993 e 2001) as três mais importantes competições do vôlei masculino.
''Fizemos barba, cabelo e bigode. Em 2001 conquistamos 17 ouros e 3 pratas em 22 competições internacionais e somos os atuais campeões infanto, juvenil e adulto. Nunca nenhum país conseguiu isso'', disse Graça, ao lado dos 12 jogadores campeões mundiais e do técnico Bernardinho. ''E é esta organização, que nos trouxe tantas vitórias, que nos garantirá mais 20 anos de conquistas. A estrutura levará o vôlei brasileiro para frente.''
O dirigente explicou que, devido a tantos títulos, o processo de renovação nas seleções brasileiras será feito sempre que preciso porque terá muitos novos talentos à disposição. ''As próximas gerações que virão, também já serão campeãs mundiais.''
No ano passado, na Polônia, a seleção juvenil venceu a Rússia por 3 sets a 0 na final e conquistou seu bicampeonato na categoria até 21 anos. O time infanto-juvenil venceu o Irã na final do Mundial do Egito e levou o ouro pela quinta vez em sete competições disputadas na categoria até 18 anos.
''O título de campeão mundial não foi uma surpresa, ele era esperado. Aliás, esse título era para ter vindo em 1998 (no Mundial de Tóquio), mas perdemos aquela partida para a Itália, com a contusão do Giba (o ponta sofreu uma lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo, ao cair sobre a bola na semifinal)'', finalizou o presidente da CBV, que gastou cerca de R$ 2,4 milhões na preparação para o Mundial-2002.

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