São Paulo - Contando com um recorde de 30 medalhistas olímpicos, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) lançou ontem a 19.ª edição da Superliga. A competição, que terá início nesta sexta, contará com 12 equipes no masculino e 10 no feminino, embaladas por 13 e 17 jogadores, respectivamente, que já subiram ao pódio em Olimpíadas.
No torneio masculino, o time que contará com mais atletas medalhistas será o RJX (RJ). Serão quatro jogadores, entre eles o levantador Bruno, prata em Pequim/2008 e em Londres/2012, e o ponteiro Dante, ouro em Atenas/2004 e prata em Pequim e Londres. O Sesi (SP) terá três, enquanto que o Vivo/Minas (MG) contará com dois. Canoas (RS), Medley/Campinas (SP), Vôlei Futuro (SP) e o atual campeão Sada Cruzeiro (MG) têm apenas um atleta cada.
Na Superliga feminina, o destaque será o atual campeão Sollys/Nestlé (SP) e suas três bicampeãs olímpicas: Jaqueline, Thaisa e Sheilla. "Nossa equipe está em um bom momento. Tivemos uma temporada maravilhosa em 2012", comentou Jaqueline, já de olho no bicampeonato da competição nacional.
Outro destaque será o Sesi (SP), com seis atletas - entre elas a meio-de-rede Fabiana, bicampeã olímpica. A Unilever (RJ) terá mais quatro jogadoras e a Vôlei Amil (SP) inscreveu duas atletas medalhistas. Ao todo serão 17 atletas divididas em quatro equipes.

Ranqueamento
Nem tudo foi alegria no reencontro das equipes, pois vários jogadores mostraram preocupação com o sistema de ranqueamento, que estaria obrigando vários colegas a deixar o País.
O levantador Ricardinho, do Vôlei Futuro (SP), não escondeu que será difícil para sua equipe disputar o título como na temporada passada. "Perdemos alguns bons jogadores, como o Eder e o Lorena que foram para equipes que já eram fortes, deixando-as mais fortes ainda". Segundo ele, é para essas equipes que a nova regra que permite a contratação de mais um jogador estrangeiro pode ser muito útil, uma vez que eles não contam para a pontuação do ranqueamento.
Mas outros atletas tem um ponto de vista diferente sobre o assunto. É o caso, por exemplo, do ponta Murilo, do Sesi (SP). "Acho que a coisa deveria ser revista de forma que apenas estrangeiros que pudessem elevar o nível da competição, como jogadores de seleção, pudessem vir e não atletas medianos que acabam tirando vaga de atletas do País", opinou.

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