A maioria dos representantes das equipes que disputaram a última temporada da Superliga de Vôlei, no masculino e feminino, esteve reunida ontem na sede da Confederação Brasileira (CBV), no Rio, para tratar da próxima edição. No feminino, a única ausência foi do representante da Associação Banestado, de Londrina; no masculino, o Telepar, de Maringá, também não enviou representante. Segundo Arthur Frederico, presidente da Associação Banestado, não foi enviado numa representante ‘‘porque não sei o futuro da equipe, se continua ou não disputando a Superliga’’. Ele disse que a vaga de Londrina pode ir para o Grêmio.
Outro que também estranhou a ausência de um representante da Associação Banestado foi o assessor de esportes da Prefeitura de Londrina, Paulo Vicente Viana. Segundo Vicente, ele não recebeu nenhum comunicado da CBV, que deve ter enviado o convite da reunião diretamente à Associação Banestado. Vicente também disse que o vôlei feminino deve ganhar um patrocinador nos próximos dias, independente de quem seja o representante, Banestado ou Grêmio.
Participaram da reunião os representantes de Uniban, BCN, Ulbra, Banespa, Rexona, SOS Computadores, MRV Engenharia, Minas Tênis Clube, Report/Suzano, Olympikus, Pinheiros, Unincor e Barão Ceval. O Leites Nestlé desmanchou seu o time.
Na reunião de ontem, foi decidido que as seis primeiras equipes classificadas na temporada 98/99 terão até o próximo dia 28 para confirmar sua participação na próxima Superliga. As demais têm prazo até o dia 30 de junho. Segundo a CBV, a próxima Superliga terá um mínimo de oito e um máximo de 12 equipes, por categoria. O ranqueamento dos atletas para a próxima temporada será divulgado hoje à tarde.
Mais tempo - A CBV também informou que no próximo ano as equipes terão os atletas à disposição por um período de sete meses. A seleção brasileira terá quatro meses para trabalhar e os atletas terão um mês de férias. A mudança deve-se a não realização dos torneios internacionais de seleções do mês de novembro no Japão. A realização dos dois All Star Games - masculino e feminino - será reavaliada. O lucro da Superliga será dividido entre as equipes e não mais reinvestido na própria competição, como vinha acontecendo.

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