CBV corre risco de perder patrocinador
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segunda-feira, 17 de março de 2014
Folhapress 
São Paulo - O Banco do Brasil, após 23 anos de parceria, ameaça cortar o patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Ontem o banco estatal divulgou um comunicado afirmando que "não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte, eventualmente cometida pelas entidades com quem mantém contratos de patrocínio".
Este não é o primeiro posicionamento do Banco do Brasil em relação às denúncias feitas pela ESPN. Mas antes o banco apenas dizia que pediria explicações para a CBV.
As reportagens da ESPN mostraram que duas empresas de ex-dirigentes da confederação receberam R$ 10 milhões cada uma em comissões para intermediação de contratos de patrocínio com o Banco do Brasil.
O atual acordo da CBV com o Banco do Brasil vai até 30 de abril de 2017 e prevê confidencialidade em relação ao valor do patrocínio. Os valores não são revelados. O primeiro contrato entre as parte é de 1991 e o mais recente foi assinado em 2012.
Na sexta-feira passada, a Controladoria-Geral da União (CGU) determinou abertura de investigação sobre contratos assinados entre a CBV e o Banco do Brasil, com base em denúncias da ESPN.
Os contratos serão auditados pela Secretaria Federal de Controle Interno, que deve definir em breve o cronograma e quais serão os primeiros passos da investigação, segundo o ministro.
A CBV já havia anunciado que vai contratar uma auditoria externa para avaliar os contratos da gestão de Ary Graça Filho, que renunciou na semana passada ao cargo que ocupava desde 1997.
Em nota, Graça negou todas acusações e disse que sua saída do cargo não está relacionada às denúncias.
Ele estava licenciado da entidade desde que assumiu a presidência da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), em setembro de 2012. Graça ainda tinha influência nas decisões da CBV.


