O atacante Carlão, do Chapecó, não será punido pela Confederação Brasileira de Vôlei por ter chutado uma bola em direção à torcida e que acabou atingindo a mulher de seu companheiro de clube Gílson. O incidente ocorreu no último domingo, durante a partida entre Banespa e Chapecó, em São Paulo, válida pelas semifinais da Superliga masculina de vôlei. O time de Carlão acabou vencendo por 3 x 1 e igualou o confronto em 2 x 2.
A decisão foi tomada ontem por um ‘‘triunvirato’’, que reuniu o diretor de eventos, Roberto Osíres, o coordenador de seleções, Paulo Márcio, e Marcos Pina, superintendente-geral da CBV, com base na análise do relatório feito pelo árbitro e delegado da entidade presente à partida. ‘‘Eu acho que acabaram fazendo a coisa certa. Eu não tinha por que ser suspenso’’, disse Carlão.
O atacante já havia sido suspenso por quatro jogos nesta Superliga, devido a desentendimentos com a arbitragem. No ano passado, também foi suspenso por um ano das competições organizadas pela Secretaria Estadual de Esportes de São Paulo por brigar em jogo. Também não sofreram punição o técnico do Banespa, José Roberto Guimarães, e Milinkovic, atacante do Chapecó que reclamaram da arbitragem durante o jogo.
Depois de quatro jogos equilibrados e que juntos duraram mais de 11h30, Chapecó e Banespa voltaram ontem pela manhã aos treinos para a partida de amanhã em São Caetano do Sul. Como a melhor de cinco está empatada em 2 x 2, quem vencer será o adversário do Report/Suzano nas finais. O Banespa ganhou as duas primeiras partidas mas não conseguiu definir a série e permitiu que o Chapecó reagisse e ganhasse a confiança.
FemininoJC Amaral/Recra e BCN/Osasco terão o restante da semana para pensarem qual é o melhor caminho para tirarem a vantagem de Leites Nestlé e Mizuno/Uniban, que mesmo jogando fora venceram por 3 x 0 a primeira rodda das semifinais da Superliga Feminina. A segunda rodada será no fim de semana.

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