São Paulo - O anúncio da aposentadoria de Gustavo Kuerten, feito na última semana, não pegou de surpresa os bastidores do tênis nacional. Apesar da decisão de Guga de deixar as quadras ainda em 2008, os dirigentes da modalidade no Brasil garantem que a notícia já era até certo ponto esperada.
De acordo com Jorge Lacerda da Rosa, presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o fim da trajetória profissional do ex-número um do mundo pode até ser encarada de maneira positiva. ''A gente já sabia que ele estava pra anunciar, só não sabia quando''.
Como lembrou o dirigente, os planos de Guga como ex-tenista em 2009 incluem a colaboração mais efetiva no desenvolvimento da modalidade no Brasil, especialmente com a descoberta de novos talentos.
A lacuna aberta pela aposentadoria do catarinense, no entanto, logo deve ser preenchida. Apesar de o Brasil não ter tenistas entre os cem melhores do mundo na atualidade (o melhor representante do país é Marcos Daniel, número 106 do ranking de entradas da ATP), Lacerda aposta em nomes como Thomaz Bellucci, Caio Zampieri, João Olavo Souza e Fernando Romboli para recolocar os brasileiros no centro das atenções do mundo de raquetes e bolinhas.
No entanto, a curto prazo, o próprio homem-forte da CBT acredita no sucesso da dupla Marcelo Melo e André Sá, semifinalistas em Wimbledon. ''Qualquer resultado é importante. Vejo eles como uma dupla muito forte, com todas as condições. Não sei neste ano, mas no ano que vem, talvez seja possível colocar eles em uma Masters Cup, o que seria muito importante para o Brasil'', acredita.

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