CBJ não inclui medalhistas no Prêmio Olímpico
São Paulo, 26 (AE) - A divulgação dos três indicados da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) para o Prêmio Brasil Olímpico, eleição promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro para eleger os melhores do ano em cada modalidade esportiva, surpreendeu vários atletas. Vânia Ishii, campeã pan-americana nos Jogos de Winnipeg, e Sebástian Pereira, medalha de bronze no Mundial de Birmingham, ficaram de fora, enquanto conhecidos desafetos do presidente da CBJ, Joaquim Mamede Júnior - Aurélio Miguel e Edinanci Silva - mais Flávio Canto foram os escolhidos.
"Para mim, a Vânia e o Sebástian é que deveriam ser os indicados; eu não mereço", disse Aurélio, que se diz não entender sua indicação. "Com certeza, se for escolhido vou estender o resultado ou passar os créditos para aqueles que realmente merecem."
O judoca, no entanto, lembra que nem ele, nem Henrique Guimarães foram indicados no ano em que conquistaram medalhas olímpicas. "Talvez tenha sido para fazer média", conclui. Este ano, Aurélio travou uma briga jurídica com a CBJ para participar do Mundial e é um dos fundadores do Comitê de Moralização do Judô, que tem como um dos seus objetivos é conseguir tirar o presidente da entidade, Joaquim Mamede Júnior, do cargo.
Sebástian afirma não ter entendido os critérios da CBJ. "Não posso dizer que não fiquei surpreso, mas isso não me abala", diz. "O mais importante é que consegui bons resultados este ano
dando uma volta por cima depois de superar um problema de contusão", avalia. O judoca acredita que possa ter sido preterido por já ter vencido o prêmio em outra ocasião.
Mamede Júnior afirma que não levou os títulos em conta na hora de escolher os indicados para o Prêmio do COB. "Vai quem a gente acha que tem de ser", diz. Segundo ele, ninguém trouxe mais títulos para o Brasil do que Aurélio e Edinanci. "E o Flávio Canto tem se destacado em várias competições, enquanto o Sebástian passou um bom tempo contundido."





