Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) vai realizar seletivas às cinco vagas conquistadas para os Jogos Olímpicos de Atenas, durante o Mundial da categoria, disputado neste mês, em Osaka, no Japão. A princípio, cogitou-se que o atleta medalhista nos Jogos Pan-Americanos de São Domingos e na competição japonesa assegurariam automaticamente seus lugares, hipótese rechaçada ontem pelo presidente da entidade Paulo Wanderley.
De acordo com o presidente da CBJ, somente estaria com vaga garantida o judoca brasileiro que conquistasse a medalha de ouro no Mundial. Como o Brasil obteve três medalhas de bronze, todos os atletas vão ser obrigados a competir. Se o critério anterior persistisse, os meio-pesados Edinanci Silva e Mário Sabino seriam os beneficiados, por terem obtidos medalhas de bronze no Mundial e de ouro no Pan-Americano.
Os judocas serão avaliados em uma melhor de três lutas, durante três seletivas. Os confrontos estão programados para os meses de dezembro, fevereiro e março. Todos os atletas participantes da seleção permanente já estão pré-classificados. Seus oponentes vão ser os primeiros de cada categoria do ranking nacional, a ser informado no início de dezembro.
Rio de Janeiro, Ipatinga e São Paulo foram as cidades escolhidas como sedes dos confrontos.
''Optamos por colocar os atletas lutando por três vezes, em três seletivas, porque ninguém poderá reclamar que não teve chance'', explicou o diretor técnico Internacional da CBJ, Ney Wilson Pereira da Silva, durante a cerimônia de agradecimento pelo apoio recebido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na sede da entidade, no Centro.
Embalado pelos últimos bons resultados do judô (17 medalhas obtidas no Pan-Americano, em Salvador, dez nos Jogos Pan-Americanos de São Domingos e três de bronze no Campeonato Mundial de Osaka), o presidente da CBJ informou que vai lançar um projeto social para 2004, em parceria com prefeituras de todo Brasil.

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