São Paulo - Numa tentativa de ter o campeão olímpico Rodrigo Pessoa no Pan, em julho, e amenizar a crise que envolve as seletivas da equipe de saltos, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) criou um índice técnico. Para ter vaga nos Jogos do Rio, nenhum cavaleiro pode somar mais do que 28 pontos perdidos com faltas nas duas seletivas marcadas para São Paulo, de 18 a 21 de maio, e Rio, de 31 de maio a 3 de junho.
No hipismo, cada falta - derrubada de obstáculos - é punida com dois pontos. O índice será aplicado em duas provas de caça (contra o relógio) e de dois percursos idênticos - seis passagens na pista.
O adendo ainda cria o critério subjetivo de indicação, por um ''chefe de equipe, a ser nomeado oportunamente pela CBH'', caso não saia das seletivas os três conjuntos para formar a equipe brasileira do Pan.
Rodrigo Pessoa está pré-convocado para o Pan - assim como Bernardo Rezende Alves, outro que está entre os 20 melhores do ranking mundial. Mas, insatisfeito com os critérios anteriores das seletivas da CBH, ele chegou a dizer que não disputaria os Jogos no Rio.
Rodrigo, que está nos Estados Unidos, sabia que a CBH divulgaria um adendo ao critério que fixava as seletivas (sem índice técnico). Mas não se manifestou sobre o índice, que teria sido baseado no terceiro resultado da equipe brasileira que foi medalha de bronze na última edição do Pan.
Vítor Alves Teixeira, que está na Bélgica, é contra o índice. ''É perigoso porque as seletivas serão em pistas novas. A CBH está cedendo às pressões dos cavaleiros que estão na Europa'', acusou.
Para Teixeira, seria mais justo se os cavaleiros Cássio Rivetti, Álvaro Affonso de Miranda Neto e Pedro Veniss enfrentassem as seletivas no Brasil. Afinal, o critério subjetivo pode favorecer quem não disputar as seletivas.

mockup