Curitiba - Depois de ser criticada pela ginasta Jade Barbosa, que alegou ser o uso excessivo de medicamentos para dores no pulso que tomava, uma das causas para diminuição da sua performance, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) contestou em entrevista coletiva ontem, em Curitiba, as acusações feitas pela atleta. A CBG estuda a possibilidade de entrar com uma ação judicial para se defender, caso seja necessário.
Segundo o chefe do departamento médico da CBG, Mário Namba, a atleta reclamou das dores no pulso no início do ano, após o retorno das férias, e após a realização de exames foi constatado que ela tem osteonecrose do capitato, uma lesão que impede a vascularização dos ossos, o que exigiu um rápido tratamento. ''Todos os procedimentos médicos foram informados ao clube de Jade, o Flamengo, que sempre soube tudo o que foi feito pela seleção'', disse a coordenadora-técnica da seleção, Eliane Martins.
''Afastamos a atleta por oito semanas para um tratamento e optamos por um método mais conservador, que consiste em medidas locais, como resfriamento com gelo, uma adapatação física, com aumento gradativo da carga de exercícios e o acompanhamento clínico, que reverteu o quadro'', disse. Por conta desse tratamento, a ginasta deixou de participar da American Cup, realizada em março, nos Estados Unidos.

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