CBF volta a organizar Brasileiro
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Agência Estado Do Rio de Janeiro e de Brasília 
A Confederação Brasileiro de Futebol (CBF) oficializou ontem que vai ser a responsável pelo Campeonato Brasileiro deste ano, reassumindo o controle da principal competição nacional. A própria entidade vai determinar qual será o número de participantes da competição. Segundo o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Fferj), Eduardo Vianna, que ocupa o cargo interinamente na ausência de Ricardo Teixeira, a tendência é de que o campeonato conte com 28 clubes na primeira divisão.
A decisão de retomar a organização do Brasileiro foi tomada após reunião entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e os representantes das federações estaduais, realizada na sede da entidade.
O poder está restituído e quem tem de decidir, vai decidir, afirmou Vianna, em tom arrogante. O dirigente deixou claro que a atitude da CBF foi motivada pelo fracasso da Copa João Havelange e garantiu que não haverá oposição dos clubes. Não houve nenhuma resistência. Eles já se revoltaram duas vezes e quebraram a cara, ironizou. A João Havelange foi o segundo campeonato nacional organizado pelos clubes, porque o primeiro foi a Copa União, em 1987.
Vianna garantiu que a fórmula de disputa do Brasileiro ainda não foi discutida, mas acrescentou que a primeira divisão deve ter 28 equipes.
Neste grupo, estão os 25 times que integraram o Módulo Azul, incluindo o Bahia, Fluminense e Gama. Classificados para segunda fase da João Havelange, São Caetano, Paraná e Remo, que estavam no Módulo Amarelo, também terão vaga garantida na elite do futebol brasileiro.
Outros presidentes de federações ratificaram a opinião de Vianna, mas ainda não há data para um definição sobre a questão.
Os clubes, de acordo com Vianna, só serão chamados na hora de fazer a tabela, depois que a CBF decidir o número de participantes. Não existe isso de decisões virem de baixo para cima, completou.
Boatos Durante à tarde, surgiram especulações de que Teixeira poderia pedir uma licença de um ano do cargo de presidente da CBF. Todos os dirigentes negaram a informação. Na reunião, chegou a ser sugerida a reeleição de Teixeira para o mandato de 2004-2008, o que contou com o apoio unânime dos presidentes de federações. O balanço da CBF em 2000 também foi aprovado.
CPI/Gatos Deputados da CPI da CBF/Nike, embarcam, amanhã, para São Luís-MA, onde têm encontro com representantes do Ministério Público, com a Polícia Federal e com a governadora Roseana Sarney. O objetivo da viagem, segundo o relator da CPI, deputado Silvio Torres (PSDB-SP) é tentar desvendar o funcionamento de um esquema, montado no Maranhão, que transfere jogadores com documentos falsificados para o exterior.


