Rio de Janeiro - A ordem partiu de Atenas e veio do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira: a comissão técnica da seleção deve ignorar os protestos dos clubes europeus e manter a lista de convocados para o amistoso com o Haiti, dia 18, em Porto Príncipe.
''O jogo é da ONU (Organização das Nações Unidas), tem o apoio do Joseph Blatter (presidente da Fifa) e não há nada a fazer'', disse o técnico Carlos Alberto Parreira, reproduzindo, segundo ele, declarações de Ricardo Teixeira.
O treinador da seleção confirmou que os clubes europeus estão entrando em contato com a CBF há vários dias, insatisfeitos com o local do amistoso.
Na quarta-feira, Parreira relacionou o zagueiro Cris, do Cruzeiro, para o amistoso. Não houve uma explicação formal para a inclusão do reforço na lista. Mas o motivo é simples: o Bayer Leverkusen tem dois jogadores na seleção (os zagueiros Roque Júnior e Juan). E é o clube que mais tem elevado o tom das discussões sobre a liberação dos atletas para o confronto com o Haiti. Logo, Cris se juntará ao grupo como medida de precaução da comissão técnica. O outro zagueiro convocado é Lúcio, do Bayern de Munique.
A reclamação dos clubes europeus se deve a um acordo firmado entre eles a Fifa, ano passado, segundo o qual a cessão de jogadores para amistosos de seleções nacionais só se daria se a partida fosse disputada na Europa.
O Brasil atuaria dia 18 com a Itália em Nova York, em comemoração pelos dez anos de conquista do tetracampeonato. Haveria um vôo fretado para conduzir os atletas da Europa até os Estados Unidos. Pelo caráter do jogo, os clubes haviam concordado em liberar os convocados. Como houve a mudança de planos e a partida do dia 18 passou a ser com o Haiti, começaram a surgir os protestos.

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