CBF usa seminário para acabar com polêmicas
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quinta-feira, 02 de outubro de 2014
Marcio Dolzan e Sílvio Barsetti<br>Agência Estado 
Rio - A CBF tentou dar um basta definitivo na polêmica sobre a marcação de faltas em lances em que a bola toca na mão durante as partidas do Campeonato Brasileiro. Na tarde desta quinta-feira, a entidade reuniu no Rio árbitros, dirigentes de clubes e alguns jogadores para um seminário com o ex-árbitro uruguaio Jorge Larrionda, que atualmente é instrutor da Fifa. Houve a exibição de diversos vídeos com exemplos de lances controversos, mas algumas dúvidas permaneceram.
Com 1 hora e meia de duração, o encontro agradou jogadores e árbitros. "Foram vários pontos, e a maneira como ele explicou deixou bem claro. Cabe a nós repassar a todos os jogadores. Acredito que vá facilitar bastante não só para nós, mas para a arbitragem ter um pouco mais de tranquilidade", disse o lateral Fábio Santos, que representou o Corinthians no seminário.
"Foi muito importante este encontro, sim. Acho que todo o atleta sempre tem que buscar a evolução e tentar melhorar", resumiu o zagueiro Índio, do Internacional. O árbitro Marcelo de Lima Henrique, por sua vez, destacou que os vídeos apresentados são os mesmos exibidos aos árbitros brasileiros em treinamento realizado em agosto, em Teresópolis (RJ). Mas reconheceu que "depois da Copa houve uma série de lances que foram discutidos e que gerou essa situação toda".
Em sua explanação, Larrionda afirmou que a questão dos lances de mão na bola é simples. O árbitro e os auxiliares precisam estar atentos se o movimento da mão é natural ou se "enseja uma ação defensiva". E pediu aos jogadores presentes: "Tratem de mostrar ao árbitro que vocês querem evitar um contato com a mão".
Como exemplos, ele exibiu uma série de vídeos com lances de jogos da Copa do Mundo e de competições de clubes. Mas os próprios árbitros presentes ao encontro demonstraram ainda terem dúvidas. Em um dos lances apresentados, um jogador tenta tirar o braço da jogada após um chute adversário, mas acaba interceptando a bola dentro da área. Nesse momento, na plateia, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro pergunta a um colega, em conversa paralela: "Foi pênalti ou não foi?". O colega titubeou, deixando a dúvida no ar. No palco, Larrionda prosseguia com suas explanações e foi taxativo: "Claro que não!".


