O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, vai tentar negociar com os organizadores da Copa Ouro uma autorização para que o zagueiro Júnior Baiano possa ser escalado para o jogo de amanhã contra El Salvador. O jogador do Flamengo foi expulso nos descontos da partida de estréia, contra a seleção da Jamaica, terça-feira, e apenado com dois jogos de suspensão. O dirigente argumentou que Júnior Baiano nem mesmo foi julgado e, nesse caso, não caberia uma punição administrativa por parte da Confederação Norte, Centro-Americana e do Caribe de Futebol (Concacaf).
A providência está sendo tomada agora porque o zagueiro reserva, César, da Portuguesa, recebeu um segundo cartão amarelo no jogo contra a Guatemala e também está impossibilitado de ser escalado pelo técnico Zagallo. Além disso, os organizadores apenas notificaram oficialmente a CBF a respeito da suspensão de Júnior Baiano na quinta-feira, no vestiário, ao entregar um ofício ao supervisor da comissão técnica, Américo Faria, quando a decisão já havia sido tomada e tornada pública na véspera. ‘‘Essa organização é um absurdo’’, atacou Teixeira, fazendo coro às críticas formuladas um dia antes por Zagallo.
As possibilidades de êxito, contudo, são pequenas, reconhecem os dirigentes da CBF. Júnior Baiano nem se ilude. ‘‘A organização desse torneio está contra o Brasil desde o início’’, acusou. ‘‘Os adversários nos fazem faltas por trás, dão cotoveladas, ficam nos provocando e os árbitros não tomam nenhuma providência’’, prosseguiu. ‘‘Eu apenas me protegi com o braço, fui expulso e ainda me deram um jogo a mais de gancho.’’
O inconformismo do jogador não se limitava ao seu próprio caso. Júnior Baiano, que assistiu ao jogo contra a Guatemala, entendeu que seu suplente, César, igualmente não merecia receber cartão amarelo, o segundo (já havia sido advertido nos poucos minutos em que substituiu Gonçalves contra a Jamaica).

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