O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, suspendeu, ontem, preventivamente, o ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (Conaf), Ivens Mendes, e os presidentes do Corinthians, Alberto Dualibi, e do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia.
A punição vigorará até o julgamento dos envolvidos no escândalo da arbitragem pela Justiça Desportiva. Os dirigentes estão impedidos de ter ‘‘qualquer relação com a estrutura da CBF’’, de acordo com Teixeira.
Em resolução divulgada ontem pela manhã, o presidente da CBF diz que toma a decisão ‘‘com amparo no direito e na moral’’.
O dirigente afirma que está ‘‘inconformado, estarrecido e profundamente decepcionado com o comportamento de pessoas a quem sempre dispensou a maior confiança, consideração e respeito’’.
A punição, segundo ele, tem o objetivo de ‘‘preservar a honradez, a moralidade e a dignidade do desporto nacional’’. Ele usou um termo do futebol para definir a relação inescrupulosa de Ivens Mendes com os dirigentes de clubes: ‘‘A CBF levou uma bola pelas costas.
Não saiAo ser perguntado se pensou em deixar o cargo, em virtude das denúncias divulgadas pela imprensa, Teixeira foi enfático: ‘‘Seria uma atitude covarde me afastar do cargo; não sou covarde.
Ele prometeu fornecer todas as informações que os deputados federais da Comissão de Educação e Desportos da Câmara Federal necessitarem durante a investigação do caso. ‘‘A CBF recebe essa ajuda dos deputados de portas abertas, porque eles vão fortalecer o inquérito’’.
O dirigente acredita que o assunto está bem localizado, porque é restrito, na sua opinião, à Conaf. Sobre a situação dos dirigentes suspensos, afirmou que eles não podem fazer nada. ‘‘Os presidentes não podem administrar os clubes dentro da estrutura da CBF’’, observou.
Qualquer documento que tenha a assinatura dos dirigentes não será reconhecido pela entidade. Mas os presidentes do Corinthians e do Atlético-PR podem continuar nos cargos, porque os clubes são entidades privadas, conforme fez questão de ressaltar Teixeira. ‘‘Esses direitos são preservados pela Lei Zico’’, enfatizou.
O primeiro a defender a suspensão preventiva dos citados no escândalo foi o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. Ao visitar a sede da CBF, anteontem, ele sugeriu que Ricardo Teixeira tomasse ‘‘posições drásticas’’ e que os responsáveis fossem banidos do futebol.

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