CBF restringe mandatos de presidente a oito anos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Marcio Dolzan e Ronald Lincoln Jr.<br>Agência Estado 
Rio - A assembleia geral extraordinária da CBF se reuniu ontem para aprovar mudanças no estatuto da entidade, em uma tentativa de recuperar credibilidade perante a opinião pública e não perder o controle sobre os clubes, que chegaram a ameaçar a criação de uma liga. A principal mudança é a possibilidade de uma única reeleição à presidência da CBF e a derrubada de seu poder de veto sobre as decisões dos conselhos de clubes. Mas as mudanças não serão tão profundas como projetavam os cartolas.
Isso porque, apesar de a reforma do estatuto abrir caminhos para que as agremiações decidam a fórmula de disputa de campeonatos nacionais, elas não terão ingerência sobre o calendário. "Os clubes poderão alterar o regulamento específico das competições, desde que não firam o regulamento geral", declarou Walter Feldman, secretário-geral da CBF e uma espécie de porta-voz oficial da entidade. "Mudança de calendário é algo mais complexo, que poderia interferir em outras competições".
A principal alteração aprovada ontem ficou na criação de um limite de mandatos para o presidente da entidade, que poderá ser reconduzido uma única vez ao cargo. As mudanças passam a valer a partir da publicação da reforma do estatuto, o que deve ocorrer ainda nesta sexta. Assim, Marco Polo Del Nero, que assumiu em abril, poderá ocupar o posto até 2023 - caso seja reeleito em 2019.
Esse ponto, porém, é motivo de polêmica. Apesar de Feldman garantir que a medida já se aplica ao atual mandatário e essa observação ter sido publicada no próprio site da entidade, alguns presidentes de federações consideram que ela só terá validade para o mandato que iniciar em 2019. A alegação é que "não se pode mudar as regras com o jogo em andamento". Na ótica deles, Del Nero poderia ficar no comando até 2027.


