A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu renovar o contrato da mansão na chácara 17 da QI 15 no Lago Sul, onde mantém a representação da entidade na capital da República, por causa das CPIs da Nike, na Câmara dos Deputados, e a do Futebol, no Senado.
Logo na entrada, o símbolo da entidade está pintado na parede, identificado ainda pelo nome completo da confederação, mas o portão normalmente é mantido fechado. A casa de dois andares, situada em área nobre e alugada em 1997, funcionou como base do lobby durante a discussão da Lei Pelé no Congresso.
Políticos e assessores ‘‘amigos da CBF’’ encontravam-se com dirigentes da entidade, de clubes ou de federações, geralmente às terças-feiras, quando participavam de jogos de futebol.
O encontro era prolongado com bebidas e churrasco que, segundo um frequentador, eram da melhor qualidade. O visitante ainda podia desfrutar de banhos de piscina. Os jogos estão suspensos há três semanas por causa da reforma no campo que, também segundo frequentadores, era um verdadeiro tapete, tal o estado de conservação.
Para assessores da CBF, é ingenuidade imaginar que a existência de uma casa no Lago Sul sirva para definir votos de parlamentares. O lobby em Brasília, argumentam, não precisa de endereço fixo. ‘‘É uma representação oficial da CBF, igual à da Souza Cruz, da Coca-Cola, das empreiteiras...’’, defende o presidente da Federação de Futebol de Brasília, Weber Magalhães.
Segundo ele, a CBF precisa de uma estrutura em Brasília para cuidar de problemas de passaporte de jogadores na Polícia Federal, fazer contatos com o corpo diplomático instalado na capital e também para acompanhar projetos em tramitação no Congresso.
‘‘É normal isso’’, reage Magalhães, demonstrando irritação com o que ele classifica de tentativa de se fazer ‘‘estardalhaço’’ com a representação oficial da entidade.
Funcionários – O chefe do escritório da CBF em Brasília é Vandenbergue Santos Sobreira Machado. Ele foi contratado para o cargo de diretor de relações legislativas, justamente para ‘afinar a sintonia’ entre a entidade e os parlamentares. Machado tem bom trânsito no governo e no Congresso, chegou a assessorar o ex-presidente José Sarney e o ex-ministro da Justiça, Renan Calheiros.
Ainda há o diretor de relações públicas, Marcelo Pinto. Ao todo são quatro funcionários com a secretária e o administrador. A equipe agora será reforçada por um assessor de imprensa. O jornalista Mário Rosa fechou contrato na quinta-feira passada para ser mais uma pessoa ligada à CBF em Brasília, enquanto as CPIs investigam o futebol.
A estratégia da entidade é de apoiar as comissões. ‘‘Sou o primeiro a defender a abertura das CPIs’’, manifestou-se o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, segundo sua assessoria.
Candinho – Apresentado ontem como o novo técnico do Corinthians por um perído de dois anos, o técnico Candinho confirmou que ainda vai dirigir a seleção brasileira no jogo do dia 15 de novembro contra a Colômbia, no Morumbi. ‘‘Eu comuniquei ao presidente Ricardo Teixeira, da CBF, que estou assumindo o Corinthians e ele me liberou, com a condição de que o clube me libere para ser o técnico da seleção, caso um novo treinador não seja contratado até lᒒ, disse Candinho.

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