Curitiba - O torcedor acostumado a passar no bar do estádio antes de acompanhar seu time do coração ou levar seu copo de cerveja para a arquibancada enquanto a bola rola no gramado vai encontrar outra realidade nos jogos do Campeonato Brasileiro. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) proibiu, por meio de uma resolução administrativa, o comércio de bebidas alcoólicas dentro dos estádios dos clubes durante as competições patrocinadas pela entidade.
No Paraná, a efetividade da medida será conferida na partida de hoje, entre o Coritiba e o Palmeiras, no estádio Couto Pereira. Na sexta-feira, a medida não estava em vigor quando jogaram Paraná e Avaí pela Série B, na Vila Capanema.
Apesar do incentivo recebido por alguns setores, a medida deixou revoltado Ricardo Leme, responsável por uma das distribuidoras de bebidas para os clubes de Curitiba. ''A partir de agora ninguém bebe mais porque o senhor Ricardo Teixeira não quer. Não temos mais o direito'', esbravejou.
Mas se a resolução atinge um setor, outros apóiam a medida e inclusive querem estendê-la para os bares e barracas que ficam próximos aos estádios. Fábio Aguayo, da Associação de Bares, Retaurante e Casas Noturnas, acredita que um projeto de âmbito estadual ou municipal pode regulamentar melhor essa ação da CBF. ''Apresentamos um projeto na Câmara de Vereadores para que nenhum lugar sem alvará possa vender bebidas alcóolicas, a exemplo do que acontece em municípios de outros estados'', disse.
Para a Polícia Militar, a medida vai ao encontro do que as autoridades pensam sobre a violência. O major Gerson Buzenko, sub-comandante do 12º BPM, que atua no policiamento do estádio do Coritiba, disse que a polícia vai esperar o documento que oficializa a medidad da CBF antes de traçar alguma ação.
''Vamos fazer com que as normas sejam cumpridas, mas antes vamos analisar tudo com calma, e também ouvir os responsáveis pelos estádios, para que não haja nenhum problema'', afirmou.
Acostumado a acompanhar seu time no estádio, o gerente de vendas Marcelo Mendes, disse que uma maioria vai pagar pelos ''exageros'' de um grupo menor de pessoas. ''Quem está disposto a arrumar confusão não vai beber nos estádios, são poucas as confusões dentro dos estádios, mas sim fora deles, nas áreas próximas''.

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