Os jogadores da seleção brasileira sub-17, que conquistaram o título inédito de campeões mundiais, domingo, no Egito, vão ser homenageados hoje, com um almoço no restaurante El Turf, de propriedade do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. O dirigente vai aproveitar a solenidade para entregar a cada um dos craques um cheque com a premiação pelo título.
A delegação brasileira desembarcou ontem à tarde no Rio. Os jogadores que moram fora do Estado foram levados para o Hotel Guanabara, onde pernoitaram para participar da festa de hoje. Ricardo Teixeira disse que os títulos conquistados pelo futebol brasileiro são reflexo do trabalho realizado nas divisões de base. A seleção sub-17 começou a ser preparada há mais de dois anos. Seis dos jogadores campeões mundiais no Egito (Abel, do Vasco, Andrey, do São Paulo, Flávio, do Fluminense, Henrique, do Vasco, Ronaldo, do Grêmio, e Jorginho, do Palmeiras) estão no grupo desde o início da preparação.
Da equipe campeã mundial no Egito, 14 jogadores participaram da conquista do Campeonato Sul-Americano da categoria, este ano, no Paraguai. Jamiro, Tássio, Sandro e Leo foram os únicos que não continuaram no grupo. Um dos responsáveis pelo trabalho de observação dos jogadores é o veterano técnico Antoninho, que dirigiu a seleção na Olimpíada de Munique, em 72, e que descobriu vários craques, desde a década de 60. Antoninho observa torneios e viaja para acompanhar campeonatos regionais e treinos. Outro observador é Everaldo Silva. Ele indicou o atacante Fábio Pinto, do Internacional-RS.
TorcidaO técnico da seleção principal, Zagallo, destacou a conquista dos garotos brasileiros. ‘‘Vibrei e sofri com a conquista; foi um jogo tenso’’, contou. ‘‘Mesmo com um jogador contundido e sem outro, expulso, o time teve garra para chegar ao segundo gol.’’ Zagallo destacou o trabalho de Carlos César. Na sua opinião, César foi ‘‘taticamente perfeito’’. ‘‘Ele segurou bem a equipe de Gana e conseguiu fazer as mexidas na hora certa.

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