CBF polemiza ao proibir entrevistas dos árbitros
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Cosme Rímoli 
São Paulo - A lei da mordaça imposta pela Comissão de Arbitragem da CBF não terá eco em São Paulo. Marcos Marinho, responsável pelos árbitros paulistas, não acreditou quando soube da circular do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, proibindo os árbitros de darem entrevistas.
''Eu sou pela transparência. Sempre. Os torcedores precisam saber o motivo que levou um árbitro a marcar ou não um pênalti, a expulsar ou não um jogador. No Campeonato Paulista isso não vai acontecer. Todos continuarão a falar. Mas o Sérgio comanda o Campeonato Brasileiro, a responsabilidade sobre o silêncio é dele'', afirmou Marinho.
A mordaça da CBF já está valendo. O árbitro Paulo Cesar de Oliveira, por exemplo, não quis atender às ligações da reportagem. Além da proibição de dar entrevistas, outra decisão da Comissão de Arbitragem: os árbitros estão proibidos de ligarem seus celulares nos intervalos dos jogos.
''Isso eu concordo. Era um recurso que alguns árbitros utilizam para saber se acertaram ou não nos lances polêmicos do primeiro tempo. Isso era péssimo porque acabava influenciando, despertando a famosa 'lei da compensação'. Isso eu já havia determinado no Campeonato Paulista. Não é para árbitro ligar para ninguém mesmo. E muito menos ficar esperando ligações'', avaliou Marinho.
Os outros itens da circular 42/2007 da Comissão de Arbitragem da CBF são banais: não usar apitos e chuteira de cores berrantes; adquirir passagens aéreas no menor preço possível; estar concentrado; não permitir que os jogadores desafiem sua autoridade; não paralisar o jogo a todo momento; evitar reclamações e pedido de cartão; expulsar todo jogador que na disputa da bola usar de força excessiva ou brutalidade; atuar de forma preventiva, impedindo o 'agarra-agarra' nos escanteios e nas cobranças de falta; advertir com cartão amarelo quem simular falta, retardar o início do jogo ou fazer gestos incompatíveis com o fair play; atentar para a bola na mão e a mão na bola; acrescentar o tempo perdido com o mesmo critério nas duas partes do jogo.


