CBF põe Caxias na vaga do Figueirense
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terça-feira, 23 de julho de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolveu acatar a decisão da Justiça de Caxias do Sul e incluiu o Caxias no Campeonato Brasileiro da Série A, que começa dia 10 de agosto. Com isso, o Figueirense é excluído da primeira divisão e vai disputar a Série B.
A liminar que colocou o clube gaúcho na Série A tem como base um possível erro do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que deu ganho de causa ao Figueirense na questão contra o Caxias. O caso se arrasta desde a última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2001. Na ocasião, no jogo que decidia o outro clube classificado para a Série A o Paysandu garantiu vaga como campeão da Série B a torcida do Figueirense invadiu o gramado quando faltava pouco mais de um minuto para o encerramento da partida. O árbitro Alfredo Loebeling encerrou o jogo e deu a vitória à equipe catarinense.
Num primeiro julgamento, o STJD deu os pontos ao Caxias, que foi considerado como integrante da Série A. Mas, dias depois, o STJD revisou a decisão. O Tribunal tirou os pontos do Figueirense, mas considerou válido o gol dessa equipe, que vencia por 1 a 0 no momento da interrupção. Então, a prefeitura de Caxias do Sul entrou com a ação na Justiça Comum e conseguiu a liminar.
A nota oficial divulgada pela CBF, assinada pelo presidente em exercício José Sebastião Bastos, explica que a entidade não teve como ignorar a decisão da Justiça Comum. ''A CBF não tem outro caminho que não seja incluir o Caxias na Série A do campeonato de 2002, o que acarreta a exclusão do Figueirense, visto que tal competição envolve apenas 26 clubes'', diz o comunicado.
Apesar disso, a nota afirma que a CBF acata a decisão da Comarca de Caxias do Sul, embora entenda que a referida decisão da Justiça é ''inteiramente equivocada''.
Como a Fifa não permite que os clubes pertencentes às confederações associadas entrem na Justiça comum, a prefeitura de Caxias do Sul o fez no lugar da equipe local, obtendo assim a liminar que alterou a decisão da CBF.


