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Mauro Vieira/Agência RBS/AE

Dunga ainda tinha esperança de permanecer quando desembarcou em Porto Alegre













Rio - Apenas dois dias após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2010, a CBF anunciou ontem a demissão da comissão técnica da seleção brasileira, liderada por Dunga e que tinha Jorginho como auxiliar do treinador. Por meio de uma nota publicada em seu site oficial, a entidade que dirige o futebol brasileiro prometeu anunciar o novo treinador até o final de julho.

Escolhido para ser o substituto de Carlos Alberto Parreira em agosto de 2006, logo após o fracasso do Brasil na Copa da Alemanha, o capitão do tetracampeonato de 1994 deixa o cargo depois de conquistar os títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas do Mundial de 2010 como líder, classificando a seleção com três rodadas de antecedência.

Horas antes de ter a sua demissão oficializada, Dunga chegou a dizer, durante sua chegada a Porto Alegre na manhã deste domingo, que iria descansar por uma ou duas semanas para depois conversar com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para definir a sua situação na seleção.

A entidade, porém, se apressou em anunciar a demissão com o seguinte comunicado oficial: ''Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho''.

Mano Menezes e Luis Felipe Scolari são os nomes mais cogitados para dirigir o time. Com isso, a CBF confirma a tradição de renovar a direção da seleção a cada quatro anos. Com exceção de Zagallo e Telê Santana, que comandaram o Brasil em duas Copas seguidas (Zagallo em 1970 e 1974 e Telê em 1982 e 1986), nenhum outro técnico de seleção brasileira permaneceu no cargo por mais de quatro anos.

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