CBF nomeia interventor na seleção
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - Com a experiência de três Copas do Mundo, Américo Faria, que era diretor de futebol do Palmeiras, foi nomeado ontem pela CBF como o novo administrador da seleção e uma espécie de interventor da entidade na comissão técnica do time nacional. O dirigente será o representante da CBF no grupo de trabalho do técnico Luiz Felipe Scolari.
Faria terá poderes para cuidar da parte administrativa da equipe e supervisionar as atividades de Scolari. Além de negociar a liberação de jogadores para a convocação, marcar as viagens e reservar os hotéis da seleção, o dirigente também terá aval para intervir no treinamento do time.
Estou entrando na seleção com o máximo de humildade. Quero somar. A minha intenção é aproveitar a experiência que tenho lá e mostrar também novos caminhos, disse Faria, que acertou ontem a sua saída do Palmeiras.
O anúncio da contratação do novo homem-forte da seleção foi feito ontem pela manhã. Faria entre no lugar de Mauro Félix, demitido ontem pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assim como o assessor de imprensa da equipe nacional, Carlos Lemos.
Rodrigo Paiva, assessor de imprensa do atacante Ronaldo, da Inter de Milão, vai substituir Lemos pelo menos até o final da Copa do Mundo, em junho.
Faria e Paiva vão assumir os seus cargos amanhã. Eles vão integrar a delegação brasileira que participará de congresso técnico da Fifa para tratar do Mundial. O evento acontece na próxima semana, no Japão.
A contratação do diretor do Palmeiras é uma tentativa de Teixeira de dar mais experiência para a comissão técnica. Durante a viagem da seleção a Riad, ele ficou impressionado com a inexperiência de Scolari e seus comandados.
O retorno de Faria gerou um mal-estar na entidade. O secretário-geral da entidade, Marco Antônio Teixeira, é desafeto do dirigente do Palmeiras. Logo após a Copa-98, na França, Faria deixou a CBF por pressão de Marco Antônio, tio de Ricardo Teixeira.
Com a atual mudança, o presidente da CBF repete a mesma estratégia adotada na Copa da França. Três meses antes do início do torneio, Teixeira nomeou o ex-jogador Zico como interventor no trabalho do técnico Zagallo.


