Rio de Janeiro - Em fax enviado ao presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Armando Marques, o árbitro Márcio Rezende de Freitas solicitou sua dispensa em jogos de alguns clubes, se o sorteio assim determinasse. O pedido não foi aceito por Marques. ''Eu disse a ele que sorteio é uma imposição da lei e não minha.''
O dirigente contou que Rezende de Freitas concordou com seus argumentos e voltou atrás. ''Não conheço história de veto de árbitro a clubes. Se houvesse, os clubes iam se achar no direito de fazer o mesmo.''
Rezende de Freitas, filiado à Federação Catarinense de Futebol, estaria se referindo ao Santos, com o qual criou um clima de animosidade depois de sua má atuação na final do Campeonato Brasileiro de 1995, quando validou um gol irregular do Botafogo-RJ e anulou equivocadamente gol do Santos.
Curiosamente, para o sorteio realizado ontem de Santos x São Paulo, que jogam domingo, na Vila Belmiro, Marques elaborou uma lista de três árbitros. O nome de Rezende de Freitas não constava da relação. ''Eu fiz essa escolha antes de ele enviar o fax. É bom deixar claro isso'', disse Marques.
Críticas Armando Marques criticou ontem a atitude do árbitro Sálvio Espíndola, de não permitir que um dos maiores atletas de basquete do mundo, Oscar Schmidt, desse o pontapé inicial do jogo Flamengo x Sport, disputado quarta-feira no Maracanã. ''Faltou sensibilidade. Ele é muito novo e ficou com medo de ser repreendido por mim'', afirmou Marques.
O dirigentes disse que a Regra de Jogo 8, da Fifa, prevê e aprova a situação. ''É vedada a iniciativa em casos que incorram em exploração comercial ou política. O Oscar é um ícone do esporte brasileiro e estava ali para uma homenagem referente à sua despedida do basquete'', disse Marques.
Ele, no entanto, não vai fazer nenhuma advertência a Espíndola. ''É um dos nosso melhores árbitros, rapaz sério e firme.''

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