Rio - A CBF não vai dar nenhuma importância para as especulações sobre a substituição de Dunga por Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção. O discurso dos dirigentes da entidade será o mesmo dos últimos dois anos - ''Dunga é o técnico da Seleção''. Uma eventual mudança, porém, não surpreenderá ninguém no mundo do futebol, principalmente se o time do Brasil fracassar nas próximas rodadas das Eliminatórias da Copa de 2010.
O Brasil ocupa hoje o segundo lugar nas Eliminatórias, atrás apenas do líder Paraguai, mas com apenas um ponto na frente de Argentina e Chile. Em 29 de março, enfrentará o Equador, em Quito, e, três dias depois, atuará em casa contra o Peru. Dois tropeços poderiam levar a CBF a rever sua posição. E Felipão surgiria como a primeira opção - desde que não tenha acertado nenhum contrato milionário com outra seleção ou clube.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já reiterou que Dunga só estará sob ameaça se o Brasil correr risco nas Eliminatórias. Na prática, não foi assim que a entidade agiu com Leão e, pouco antes, com Vanderlei Luxemburgo - demitido após o fiasco da seleção nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney. Ano passado, diante de atuações ruins da Seleção, nomes como o de Luxemburgo, Muricy Ramalho e Paulo Autuori foram cotados. Hoje, com a saída de Felipão do Chelsea, esses três ''candidatos'' estariam em segundo plano.

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