São Paulo, 21 (AE) - Tão comemorada quanto a vitória deste domingo foi a informação da CBF, que autorizou Fernando Baiano a retardar sua apresentação à Seleção Sub-20 para quinta-feira. O técnico Evaristo de Macedo ficou aliviado e o atacante ainda mais feliz. Evaristo comemorava porque não será obrigado a improvisar no jogo teoricamente mais importante em Assunção, contra o Cerro Porteño. Fernando curtia a idéia de poder fazer as duas coisas: jogar uma partida a mais pela Libertadores sem prejuízos da Seleção, seu outro sonho. "Vai ser ótimo ajudar o Corinthians sem ter de desprezar a Seleção."
Disputado a peso de ouro por três clubes alemães - Bayern de Munique, Borrussia Dortmund e Bayer Leverkusen -, Fernando acaba de descobrir que a partir do sucesso no Corinthians sua vida nunca mais será a mesma também na frente dos adversários. Hoje, contra o Rio Branco, foi tão marcado quanto Marcelinho Carioca e Edílson, as estrelas do time. Ou talvez até mais do que eles, porque João Marcelo passou os 90 minutos concentrado apenas na tarefa de seguir Fernando, enquanto a marcação em Marcelinho e Edílson variava de acordo com a colocação deles em campo. "Vou ter de me acostumar com isso, mas acho até bom. É a indicação de que meu trabalho está sendo reconhecido em todos os setores."
Apesar da marcação implacável, Fernando Baiano foi um dos destaques do Corinthians. Além do gol, aos 40 minutos do segundo tempo, ainda acertou uma vez a trave de Maurício e fez um perfeito trabalho de pivô, como atacantes acima da média. Só não quis falar sobre o tipo de comemoração feita após o gol: foi até a torcida, virou de costas, e mostrou o número nove, provavelmente numa referência à sua condição de artilheiro. "Não foi nada, não. A comemoração foi uma coisa só minha."

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