A paciência da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o técnico Luiz Felipe Scolari está chegando ao fim, motivada pela forma covarde com que o Brasil atuou contra a Argentina. O secretário-geral da entidade, Marco Antonio Teixeira, conversou com o presidente Ricardo Teixeira logo após o encerramento da partida e os dois criticaram asperamente a estratégia adotada por Scolari em Buenos Aires. Um integrante da família Teixeira, muito ligado a Marco Antonio e Ricardo, ressaltou que Scolari ''está completamente perdido''.
Um relatório minucioso dos treinos da seleção em Teresópolis e do jogo com a Argentina chegou às mãos de Ricardo Teixeira carregado de críticas a Scolari. O documento foi elaborado por um integrante da comissão técnica.
Por enquanto, é pouco provável alguma mudança na comissão técnica. Mas isso tende a acontecer em duas hipóteses: um fracasso da seleção no próximo jogo, com o Chile, em 7 de outubro, aceleraria a saída do treinador. Porém, mesmo com uma vitória sobre os chilenos e a consequente classificação após as partidas com Bolívia e Venezuela, o treinador ainda correria grande risco de deixar o cargo.
Pesam ainda contra Scolari a sua estréia ruim nas eliminatórias derrota por 1 a 0 para o Uruguai, em Montevidéu, em 1º de julho , a desclassificação humilhante na Copa América, quando a equipe foi superada por Honduras, convocações malfeitas ninguém na CBF entende como Juninho Paulista e Zinho ficaram fora da lista para o jogo com a Argentina , e a sua obsessão por armar esquemas defensivos, à base de faltas, de antijogo.
Formalmente, a CBF continuará manifestando apoio ao trabalho do treinador. Foi assim também, até a última hora, com Wanderley Luxemburgo e Emerson Leão. Essa medida visaria a não tumultuar a seleção nas últimas e decisivas rodadas das eliminatórias. Ricardo está sob licença médica e retornará ao trabalho até o fim da próxima semana.
Se a CBF se desfizer mesmo de Scolari vai estar promovendo uma drástica redução na folha de pagamento de seus funcionários. O treinador recebe em torno de R$ 382 mil por mês pouco mais que o dobro do salário do coordenador-técnico Antonio Lopes, que ganha aproximadamente R$ 180 mil.
A CBF não confirmou oficialmente se a partida contra o Chile será mesmo em Curitiba. Rio de Janeiro e São Luís também estão na disputa.

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