Rio, 09 (AE) - Catorze estádios estão listados no caderno de encargos que vai ser entregue amanhã pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, à Fifa para formalizar a candidatura do Brasil à sede do Mundial de 2006. Se o Brasil for confirmado em julho de 2000 como o local de disputa da competição, a Fifa poderá escolher pelo menos oito dos estádios indicados pela CBF. Quase todos teriam de passar por obras para se adaptar às exigências da Fifa.
Dados sobre o Maracanã, Morumbi, Mineirão, Beira Rio, Fonte Nova, Serra Dourada, Arrudão, em Recife; Vivaldão, em Manaus; Castelão, de Fortaleza e de São Luís; Rei Pelé, de Maceió; Mangueirão, de Belém; Mané Garrincha, de Brasília; e o novo estádio do Atlético-PR, Joaquim Américo, constam do caderno. Teixeira vai apresentar planos de reforma da maioria desses estádios, com o orçamento delineado.
A reforma do Maracanã, cuja capacidade hoje é de 110 mil torcedores, deve começar até setembro. As obras no maior estádio do Brasil vão custar R$ 60 milhões e serão financiadas com recursos dos governos federal e estadual e da Telemar. Cada um vai investir parcela de R$ 15 milhões. O restante será arrecadado com a venda de 120 camarotes de luxo que serão construídos no alto da arquibancada. A previsão é que o Maracanã
a partir de 2000, só possa receber 100 mil pessoas, com o fim do setor das gerais.
A Fifa não aceita fosso entre o gramado e a área reservada aos torcedores e determina que os estádios tenham cadeiras demarcadas. O recém-inaugurado estádio do Atlético-PR foi escolhido por causa de sua estrutura moderna, mesmo tendo capacidade inferior ao Pinheirão, do Paraná Clube, provável local de disputa da final do Torneio Pré-Olímpico, no início do ano 2000.
O Mineirão, o Beira Rio e o Morumbi serão os outros centros de destaque na eventual realização do Mundial no País. O estádio de Minas abrigou 136 mil pessoas na final do Campeonato Mineiro de 1997, entre Cruzeiro e Vila Nova. Mas também deve ser reformado para receber, no máximo, 70 mil pessoas. No Nordeste, a maior referência seria o estádio da Fonte Nova, que tem capacidade para 80 mil torcedores. O Castelão de Fortaleza, com a mesma estrutura da Fonte Nova, dividiria as atenções do Mundial na Região Nordeste.
No caderno de encargos, há ainda um contrato firmado pela CBF com os órgãos e clubes que administram os estádios indicados, onde todos se comprometem à realização de obras.

mockup