A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) editou ontem uma RDI (resolução de diretoria) com as normas de regulamentação das ligas de clubes. A medida foi anunciada apenas um dia após o fim da CPI do Futebol, que funcionou no Senado e que deu apoio à criação das ligas em seu relatório final.
A RDI atende, em parte, aos interesses do Clube dos 13, entidade que reúne os maiores clubes do país, de Eduardo José Farah, presidente da Liga Rio-SP, e da TV Globo, dona dos direitos de transmissão dos principais torneios.
Mas, em um dos pontos da RDI, a CBF afirma que as ligas terão que submeter à ''ratificação'' da entidade o calendário, os locais de jogos e o horário das competições que vierem a organizar.
Em outro ponto, a entidade diz que os clubes que fizerem parte das ligas regionais terão que disputar pelo menos cinco jogos dos respectivos Estaduais. Com isso, a CBF afaga as federações, contrárias à criação das ligas, mas fundamentais para manutenção de Teixeira no poder.
Sem o aval da CBF, as ligas não seriam reconhecidas pela Fifa, a entidade máxima do futebol e seus integrantes não poderiam disputar competições internacionais, como a Libertadores.
De acordo com a RDI, a Liga Nacional poderá organizar apenas o Brasileiro, uma vez por ano. A Copa do Brasil e a Copa dos Campeões, ambas com início previsto para o primeiro semestre, continuarão sob responsabilidade da confederação. Já as deficitárias séries B e C do Brasileiro também passarão para a responsabilidade da Liga Nacional e de seus filiados. A CBF também obriga as ligas a estabelecerem critérios de rebaixamento.

mockup